Narrado por Edward
Minha boca estava seca e minha garganta queimava como se eu tivesse andado por horas a fio sob o sol escaldante de um deserto. Eu sentia meus músculos ainda tensos e meu corpo doía por ter passado várias horas deitado aparentemente na mesma posição. Minha mente se lembrava vagamente dos últimos acontecimentos, talvez eu ainda estivesse sobre o efeito dos remédios que tinha tomado no dia anterior. Algo suave tocava meu rosto. Era a única sensação agradável que eu era capaz de distinguir. Aos poucos fui tomando consciência de onde eu estava e a realidade foi tomando forma novamente. Eu sabia que tinha que abrir os olhos, mas não queria sair daquele mundo silencioso e pacífico em que eu me encontrava. Inspirei profundamente tentando preencher cada célula de meus pulmões de ar para enfrentar o mundo real, mas foi aquele perfume que eu tanto adorava que me tomou completamente os sentidos me dando coragem para abrir os olhos e dar de cara com a minha cor preferida bem ali na minha frente: castanho como chocolate derretido.
_ Oi! – ela disse baixinho com um lindo sorriso nos lábios.
_ Oi! – sorri de volta e respondi com a voz rouca pela falta de uso. – Por quanto tempo eu dormi?
_ Por pouco mais do que quinze horas. Senti sua falta! – ela ainda acariciava meu rosto. Seus olhos cravados nos meus.
_ Vem cá. – abri meus braços a chamando para se aninhar em meu peito. – Eu também senti sua falta!
Era a mais pura verdade. Desde o final de semana que ela passou em La Push, eu nunca tinha ficado tantas horas sem vê-la. Bella não disse mais nada. Apenas deitou a cabeça em meu peito me abraçando pela cintura e suspirou relaxando o corpo. Beijei-lhe a testa e tornei a fechar meus olhos acariciando seus cabelos e sua barriga me sentindo novamente em casa. Ficamos ali abraçados em silêncio por um longo tempo até que a porta do quarto se abriu lentamente. Um pequeno par de olhos verdes me olhava curioso através da greta formada pela porta entreaberta.
_ Vem cá, filho! – eu o chamei e ele correu até a cama me abraçando.
_ Você já sarou? – ele perguntou colocando a mãozinha em minha cabeça.
_ Eu não estava doente, só senti uma dor de cabeça forte, mas ela já passou! – eu o tranqüilizei apertando suas bochechas rosadas. Brian sorriu.
_ Amor, você precisa se alimentar. Tome um banho, eu vou preparar um café da manhã pra nós e trago pra cá. – Bella disse já se levantando da cama, mas eu a segurei pelo braço.
_ Bella, eu não gosto da ideia de você ficar subindo as escadas com uma bandeja pesada nas mãos! – eu morria de medo que ela tropeçasse e caísse por não conseguir enxergar os degraus.
_ Eu peço ajuda pra subir com a bandeja, eu prometo. – ela sorriu tentando me convencer.
Pensei por uns instantes e acabei concordando com sua ideia, mas quando tentei me levantar senti uma leve tontura que me fez sentar de volta na cama. Bella se assustou.
_ Edward! – ela disse correndo de volta para perto de mim. – O que você tem?
_ Eu estou bem, amor. Foi só uma tontura por causa dos remédios, mas já passou! – eu a tranqüilizei.
Levantei mais lentamente dessa vez e caminhei cuidadosamente em direção ao banheiro sob os olhares atentos de Bella e Brian. Olhei para trás antes de entrar no banheiro e eles ainda me olhavam preocupados.
_ Eu estou realmente bem. Eu juro. Não se preocupem! – eu pedi antes de sumir atrás da porta do banheiro.
Ainda me sentia um pouco tonto quando entrei debaixo do chuveiro depois de escovar os dentes. A água quente aos poucos permitiu que meus músculos relaxassem e que eu retomasse o controle sobre o meu corpo. Quando entrei de volta no quarto Bella e Brian já me esperavam com uma enorme bandeja cheia de pães, bolos, biscoitos, geléias, leite, café, frutas e sucos. Eu me sentia realmente faminto. Sentei-me na cama e tomei meu café da manhã com minha família. Eu olhava nos rostos de Bella e Brian e o sorriso que eles me davam me fazia sentir que cada momento de medo, angústia e desespero que eu tinha passado durante todos esses meses tinha valido a pena. E em menos de um mês, Sofia viria para completar a minha felicidade. Eu era um homem de sorte. Apesar de todas as dificuldades, eu era um homem de muita sorte.
_ Edward, eu queria lhe pedir uma coisa! – a voz de Bella me trouxe de volta ao presente.
_ Qualquer coisa, amor. É só pedir! – eu respondi acariciando seu rosto.
_ Não vá ao hospital nesse final de semana. Fique aqui com a gente e peça para o Emmett arranjar um substituto para o seu plantão? – ela pediu com um olhar meio triste.
Não tinha como não atender a um pedido de Bella. Eu também sentia a necessidade de estar com eles naquele momento. Era deles que eu tirava energia para continuar lutando e naquele momento eu precisava desesperadamente de repor as minhas energias.
_ Eu vou falar com ele, amor. Vou dizer que eu preciso desses dois dias de descanso. Acho que ele não vai ter problemas em arrumar um substituto pra mim. – eu prometi vendo um enorme sorriso brotar em seus lábios.
Bella aproximou-se de mim, sentou-se em meu colo, deu-me um selinho demorado e me abraçou apertado.
_ Obrigada, Edward! Eu amo você! – ela disse deitando a cabeça em meu ombro.
_ Eu também te amo, Bella! Muito! – eu disse abraçando seu corpo e beijando sua testa.
_ Hey, e eu? – Brian protestou do outro lado da cama.
Bella e eu nos olhamos e caímos na gargalhada com os ciúmes de Brian. Ele estava bicudinho com os bracinhos cruzados na frente do peito e nos olhava com a cara amarrada.
_ A gente ama você também, ciumento! Vem cá! – estiquei meu braço para que ele se juntasse ao nosso abraço.
Ficamos ali abraçados e em silêncio por um longo tempo, apenas curtindo a companhia uns dos outros. Era a melhor sensação do mundo ter minha mulher e meus filhos protegidos em meus braços. Eles faziam cada minuto da minha vida valer a pena.
O sol brilhava intensamente e Brian queria brincar na piscina. Passamos a maior parte da manhã nadando e brincando na água. Bella nos observava deitada em uma espreguiçadeira ao lado de Alice e minha mãe. Elas riam divertidas cada vez que eu jogava Brian para cima e ele caía espirrando água para todos os lados. Eu via os olhos de Bella brilharem enquanto eu brincava com Brian. Ela estava louca para se juntar a nós, mas eu tinha certeza de que sentia vergonha de colocar o maiô, resquício do veneno de Jéssica.
_ Filho, o papai precisa da sua ajuda! Vai na mamãe e chama ela pra nadar com a gente! – cochichei no ouvido de Brian. Bella não negaria um pedido dele.
Brian saiu da piscina e correu até Bella puxando sua mão para que entrasse na água com ele.
_ Brian, eu não estou vestida pra nadar. Eu não posso nadar com essa roupa, anjinho! – ela tentava se esquivar.
_ Filho, leva a mamãe lá no quarto pra ela vestir o maiô! – eu gritei da piscina.
Bella estreitou os olhos em minha direção. Ela sabia que eu estava armando pra cima dela e que eu a tinha deixado sem saída a não ser atender ao pedido de Brian. Ele a acompanhou até o quarto, esperou que ela se trocasse e a trouxe de volta. Ela havia vestido o maiô, mas usava uma camisa de malha comprida por cima dele. Eu não permitiria que ela sentisse vergonha de seu corpo, aquela camisa tinha que sair dali.
_ Vem, amor! Eu te ajudo a entrar! – eu disse me aproximando enquanto ela se sentava na borda da piscina.
Bella se apoiou em meus ombros e eu a desci lentamente para a água. Sua pele se arrepiou imediatamente ao contato com a água gelada e eu a abracei.
_ Bella, tira essa camisa, por favor! – eu pedi sussurrando em seu ouvido. Bella me olhou corada mordendo o lábio inferior. - Eu não quero que você sinta vergonha do seu corpo, amor! Eu já lhe disse que você não está gorda e você prometeu não pensar mais essas coisas, lembra?
Bella assentiu com a cabeça e retirou a camisa ainda relutante me abraçando logo em seguida escondendo o rosto em meu peito. Joguei a camisa para fora d’água e segurei seu rosto com as duas mãos obrigando-a a olhar para mim.
_ Eu amo você, está me ouvindo? Eu amo muito você. – eu disse beijando seus lábios sem esperar sua resposta.
Bella correspondeu ao beijo e relaxou em meus braços. Ficamos ali nadando e namorando até que minha mãe nos chamasse para almoçar. Tomamos um banho juntos e nos reunimos novamente à família. Depois do almoço, Emmett e Alice resolveram levar Brian a um parque de diversões que tinha chegado à cidade dias antes. Bella não quis ir, estava cansada e confesso que eu também não estava com espírito para sair.
_ Filho, obedeça aos seus tios e nada de sair correndo na frente deles, está bem? – eu dizia enquanto me despedia de Brian. Ele sorriu e prometeu que se comportaria.
Depois que eles saíram levando também Rose, Jasper, Felix e Riley, deixamos meus pais namorando na sala e subimos para o nosso quarto. Deitei-me com Bella na cama e passei o braço em sua cintura dormindo o resto da tarde abraçado a ela inebriado por seu perfume.
Narrado por Esme
Edward havia acordado bem melhor o que me deixou mais tranquila. Sua aparência ontem quando chegou em casa era assustadora e eu cheguei a pensar que algo de grave tivesse acontecido. Ele e Brian pareciam duas crianças brincando na piscina. Era linda a forma como eles interagiam, como se entendiam. Também era linda a relação entre ele e Bella. Eu nunca tinha visto um amor tão intenso em toda a minha vida. Eles eram como a terra e a lua. Bella era a terra que dava a Edward uma base sólida onde se apoiar e Edward era seu satélite natural, a lua, que girava em torno de sua órbita, atraído e preso por seu campo gravitacional.
Edward a conhecia como ninguém. Ele havia percebido que ela estava louca pra entrar na piscina, mas estava com vergonha do próprio corpo. Ele havia me contado sobre as barbaridades que Jéssica havia dito e o efeito que aquelas palavras tiveram em Bella, mas eu a compreendia. Também me sentia feia e pouco atraente quando me aproximava do final das minhas gestações. Era natural que ela se sentisse assim também. Além dos hormônios que ficavam completamente malucos, a mudança acentuada na forma do corpo nos deixava inseguras. Somente uma mulher que já passou por isso seria capaz de compreender o que ela estava sentindo.
A casa estava mergulhada no mais absoluto silêncio depois da saída de Brian, Emmett e Alice. Edward e Bella estavam deitados no quarto. Carlisle e eu estávamos na sala assistindo a um filme. Bem ... eu estava assistindo ao filme ... Carlisle dormia profundamente com a cabeça apoiada no meu colo. Um vulto descendo as escadas e passando para a área da piscina chamou minha atenção e eu tive a impressão de ter ouvido um soluço. Levantei-me devagar tomando cuidado para não acordar Carlisle e fui em direção à piscina para ver de quem se tratava. Bella estava sentada em uma das espreguiçadeiras com o rosto escondido nas mãos e parecia estar chorando. Aquilo me preocupou. Será que ela estava se sentindo mal ou tinha se desentendido com Edward? Aproximei-me silenciosamente dela e sentei-me ao seu lado. Bella se sobressaltou com minha presença e tentou esconder as lágrimas, mas sabia que eu já tinha percebido.
_ Você está se sentindo mal, filha? – perguntei colocando uma mecha de seu cabelo atrás de sua orelha.
Bella me olhou com uma expressão que me parecia de medo. Enxugou as lágrimas que escorriam por seu rosto antes de me responder.
_ Não, Esme. Eu estou bem, não se preocupe. – ela mentiu.
_ Filha, se você estivesse bem não estaria aqui chorando escondida. Se abra comigo, me diz o que você tem? – eu pedi abraçando minha nora.
Bella me contou que estava com medo de que algo de errado acontecesse durante o parto. Ela tinha medo, não somente por ela, mas também por Edward e pelas crianças. Eu sabia exatamente o que ela estava sentindo. Eu também havia sentido a mesma coisa nas minhas três gestações e era realmente horrível a ideia de que algo fora do nosso controle pudesse vir a acontecer. Conversamos durante um bom tempo e contei para ela sobre as coisas que eu sentia quando estava grávida e que aquele medo e aquela ansiedade que ela estava sentindo eram absolutamente normais. Aos poucos senti que Bella começava a se acalmar. Ainda estávamos abraçadas quando vi Edward parado na porta nos observando com a expressão preocupada. Assim que ele percebeu meu olhar sobre ele, ele se aproximou de nós percebendo os olhos vermelhos e inchados de Bella.
_ O que aconteceu, mãe? Por que a Bella está assim? – ele me olhava assustado enquanto abraçava a esposa.
_ Ela está bem, Edward. Ela só está com medo do parto. – eu disse passando a mão pelos cabelos de Bella que permanecia calada com a cabeça encostada no peito de Edward.
Edward fechou os olhos com força e seu rosto se contorceu em uma expressão de dor. Ali eu soube que ele também estava com medo. Sua primeira experiência nessa área não tinha sido nada fácil. Ele ainda não tinha se recuperado do parto traumático de Brian e estava claro como água que ele tinha medo que algo de errado acontecesse com Bella. Mas ele tinha que ser forte para passar a ela a segurança que ela precisava para enfrentar o parto com tranqüilidade. Deixei-os sozinhos na piscina e entrei em casa com a certeza de que meu filho faria a coisa certa para tranqüilizá-la.
Narrado por Edward
Abri meus olhos e percebi que estava sozinho no quarto. Levantei-me da cama e caminhei até o banheiro. Estava vazio. Olhei no quarto de Brian antes de descer as escadas. Meu pai estava dormindo no sofá da sala, os créditos de algum filme que ele não chegara a assistir subiam na tela da televisão. Minha mãe não estava ali. Talvez Bella estivesse conversando com ela em seu quarto, pensei. Desliguei a televisão e assim que o silêncio imperou na sala eu pude ouvir a voz baixa de minha mãe vindo da piscina. Saí da sala passando pela cozinha, mas estaquei na porta que dava para o exterior. Bella estava sentada em uma espreguiçadeira enquanto minha mãe a abraçava e a consolava ... Consolava? Aquilo me preocupou. O que teria acontecido para deixar Bella daquele jeito? Fiquei paralisado ali olhando para elas e só me movi quando o olhar de minha mãe pousou sobre mim. Bella tinha os olhos vermelhos e inchados de chorar. Minha mãe levantou-se assim que me aproximei para que eu tomasse seu lugar ao lado de Bella.
_ O que aconteceu, mãe? Por que a Bella está assim? – perguntei assustado abraçando o corpo trêmulo de Bella.
_ Ela está bem, Edward. Ela só está com medo do parto. – ela disse passando a mão pelos cabelos de Bella que permanecia calada com a cabeça encostada no meu peito.
Ouvir aquilo foi como levar um soco no estômago. Fechei os olhos com força tentando não deixar o meu próprio medo tomar conta de mim. Tinha chegado a minha hora de ser forte novamente. Bella precisava de mim e eu tinha que dar segurança para que ela se acalmasse. Depois que minha mãe voltou para dentro de casa nos deixando sozinhos tentei falar com Bella.
_ Bella... – eu tentava fazer com que ela me olhasse nos olhos, mas ela apertava ainda mais seus braços em volta do meu pescoço.
_ Eu sei, Edward. Eu tento não pensar essas bobagens, mas eu não consigo evitar. – ela disse enxugando as lágrimas e olhando para mim. Sua expressão era triste e assustada.
_ Não são bobagens, amor. Isso que você está sentindo é absolutamente normal. Eu só não quero que você guarde essas coisas pra você. Eu quero que você as divida comigo. – eu pedi acariciando seu rosto.
_ Você já tem tanta coisa preocupando você, Edward. Eu não queria ficar enchendo a sua cabeça com meus problemas também. – ela tentava se desculpar.
_ Amor, os seus problemas são os meus problemas também. Tudo o que diz respeito a você me interessa. Eu preciso saber o que você sente pra lhe ajudar, entende? – ela assentiu com a cabeça e me deu um sorriso ainda triste. – Vem cá!
Abracei-me novamente a minha mulher e beijei seus lábios com carinho. Ficamos sentados e abraçados em um silêncio confortável até que uma brisa fria soprou fazendo Bella estremecer em meus braços.
_ Vem comigo, amor! Está ficando frio aqui fora! – eu disse tomando-a em meus braços e levando-a para o nosso quarto.
Minha mãe me olhou com uma expressão preocupada quando passei pela sala com Bella no colo, mas se acalmou assim que sorri para ela. Naquele instante a porta da sala se abriu e por ela entrou Emmett com Brian adormecido em seu colo subindo direto para o quarto.
_ Não se preocupe, filho! Eu dou um banho e uma vitamina na mamadeira pra ele! - minha mãe disse subindo logo atrás de Emmett. – Vá cuidar da sua mulher!
_ Obrigado, mãe! – eu disse subindo com Bella para o quarto.
Deitei-me ao seu lado na cama e Bella se agarrou a mim me olhando com os olhos ainda úmidos.
_ Edward, promete pra mim que se alguma coisa acontecer... – ela tentou dizer, mas eu não podia permitir que ela continuasse pensando aquelas coisas.
_ Nem termine essa frase, Bella! Não vai acontecer nada de errado com você nem com a nossa filha. – eu a interrompi.
_ Amor, por favor ... – ela insistiu.
_ Bella, por favor, não fique pensando essas coisas. Vai dar tudo certo e eu vou estar lá com você pra lhe dizer isso o tempo todo, amor.
_ Me escuta, é importante pra mim, Edward! – ela pediu com os olhos marejados. Engoli em seco e esperei que ela continuasse. – Se por algum motivo eu não conseguir, promete pra mim que você vai ser feliz e que vai dizer para os nossos filhos que eu os amei mais do que a minha própria vida?
_ Eu não posso ser feliz sem você, amor! Eu não vou prometer uma coisa dessas. É você quem vai me prometer que vai continuar aqui comigo e com os nossos filhos. Promete pra mim? Promete que vai me ajudar a criar nossos filhos e que vai envelhecer ao meu lado? – eu pedi colando nossas testas com meus olhos cravados nos seus.
_ Prometo! – ela disse ao ver uma lágrima escorrer dos meus olhos.
Eu não queria ter chorado na frente de Bella, mas a ideia de perdê-la era dolorosa demais. Ela me abraçou encostando minha cabeça em seu peito e eu deixei o menino assustado que existia dentro de mim vir à tona. De repente havíamos trocado nossos papéis e era ela quem me consolava e me protegia como a mulher forte que ela sabia ser.
_ Eu estou aqui, Edward! Sempre estarei aqui! – ela disse com a voz firme e cheia de certeza.
_ Obrigado, minha vida! Isso era tudo o que eu precisava ouvir. – eu puxei seu rosto para mim e a beijei com urgência.
Não sei ao certo se Bella percebeu meu desespero ou se sua necessidade era tão urgente quanto a minha. Tudo o que sei é que ela correspondeu ao beijo da mesma forma e acabamos fazendo amor de forma intensa, como se fosse a última vez. Os pensamentos ruins e os medos tinham sido deixados para trás, completamente esquecidos. Bella se entregou a mim como nunca tinha feito antes e eu senti que ela estava bem novamente. Tomamos um banho juntos e jantamos no quarto. Estávamos cansados e queríamos ficar a sós. Ainda ficamos um bom tempo na cama abraçados e fazendo planos para o futuro até que o cansaço me tomasse de vez. A última coisa de que me lembrava antes de fechar meus olhos era o sorriso nos lábios de Bella dizendo que me amava.

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