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Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
Apesar de ser mestre em Linguística e ter toda a minha vida acadêmica voltada para o ensino de línguas, sempre fui amante da literatura, devoradora de livros, filmes e séries. Sempre tive um sonho: escrever. Durante muito tempo, o medo de fracassar me impediu de realizar esse sonho, mas uma grande amiga me incentivou e me deu a coragem de enfrentar meus fantasmas e graças a ela eu hoje posso dizer que me sinto uma pessoa melhor, mais confiante e absolutamente ciente do meu potencial.

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Capítulo 15 - Vingança

Sem dizer uma só palavra, Bella recuou um passo dando passagem para Edward que entrou trancando a porta atrás de si. Ele a olhava em silêncio e ela só conseguia ver dor em seus olhos. Bella caminhou de volta para o sofá da sala sentindo Edward logo atrás de si. Ainda calado, Edward sentou-se em uma poltrona, apoiando os cotovelos sobre os joelhos e escondendo o rosto nas mãos. Precisava recuperar o ar antes de dizer o que o estava sufocando desde a sexta-feira. Bella abaixou-se no chão, de frente para Edward, entre suas pernas.
            _ Edward... – ela começou - ... eu queria que você me ouvisse, eu preciso lhe explicar o que...
_ Eu não vim aqui para ouvir as suas explicações, Isabella! – ele a interrompeu fazendo com que seu coração ficasse apertado no peito ao ouvi-lo dizer seu nome. Ele nunca a chamava assim.
_ Mas então... – ela não conseguiu terminar a frase.
_ Eu vim aqui pra brigar com você. – ele disse olhando diretamente em seus olhos.
As lágrimas já desciam pelo rosto de Bella. Ela sabia o tempo todo que Rose havia se enganado quanto ao motivo da preocupação de Edward com relação a ela. Culpa. Agora que ele sabia que ela não estava gravemente ferida, poderia dizer tudo o que estava entalado em sua garganta e acabar de vez com ela.
_ Eu vim aqui pra brigar com você por ter desaparecido esses dias todos sem que eu soubesse como ou onde você estava. Eu vim brigar com você por ter fugido de mim sem me deixar consertar a burrada que eu tinha feito. Eu vim aqui brigar com você por me privar de olhar para os seus olhos, por me privar de beijar os seus lábios e por me privar sentir o seu perfume e tocar o seu corpo. Eu vim brigar com você por me deixar aqui sozinho e desesperado, morrendo de saudades de você. Mas, principalmente, Bella, eu vim brigar por você, pra que você me deixe voltar pra sua vida e para o seu coração, porque, honestamente, eu não sei mais viver sem você. – ele disse deixando a emoção fluir e as lágrimas represadas finalmente se libertarem.
Bella ouvia a tudo atônita. Embora tivesse desejado muito ouvir aquelas palavras, ao olhar para o rosto de Edward quando ele começou a falar, tinha a mais absoluta certeza de que sairia daquela conversa com o coração despedaçado. Edward ainda olhava para Bella com olhos banhados em lágrimas, enquanto esperava que ela dissesse algo.
_ Edward... – a voz de Bella falhou.
_ Bella, por favor, diga que você me perdoa! Eu agi como um imbecil saindo da boate daquele jeito, mas eu preciso que você acredite que eu não duvido de você. Eu agi por impulso e fiz a maior besteira que um homem pode fazer. Eu a deixei sozinha e indefesa nas mãos daquele homem, você não sabe o quanto eu me arrependo do que eu fiz! Por favor, me perdoa! – ele pediu tocando as mãos de Bella.
Bella recolheu as mãos, enxugou suas lágrimas e olhou diretamente nos olhos de Edward antes de responder:
_ Não, Edward. Eu não posso lhe perdoar. – Edward fechou os olhos sentindo-se morto por dentro. – Eu não posso lhe perdoar enquanto você não disser que ainda me ama. Eu não posso lhe perdoar enquanto você não me beijar daquele jeito que só você sabe fazer. E eu, definitivamente, não vou lhe perdoar, Edward, se você não me tomar agora e não fizer amor comigo acabando com essa angústia que ... – ela não conseguiu terminar a frase.
Edward a puxou para seus braços calando-a com um beijo furioso. Estava sedento de seus lábios, louco para sentir seu sabor. Precisava desesperadamente sentir o calor do corpo daquela mulher a sua frente. Só assim seu coração estaria aquecido e bateria com força novamente. Ambos se abraçavam com toda a força que tinham como se, ao se soltarem, o mundo fosse acabar. Sentiam medo pelo que poderia ter acontecido com suas vidas se tivessem se separado definitivamente, sentiam angústia pelos dois dias que passaram longe um do outro, sentiam urgência em aplacar a necessidade que tinham de ter seus corpos conectados.

Narrado por Bella

Sentir os lábios de Edward novamente colados aos meus foi como voltar a respirar depois de um longo tempo debaixo d’água. O ar voltou aos meus pulmões, o sangue voltou a correr ligeiro por minhas veias e meu coração finalmente voltou a bater. A luz estava de volta em minha vida e eu podia enfim enxergar as cores do mundo. Eu me agarrava ao seu corpo com medo de perdê-lo mais uma vez, com medo de que ele se arrependesse da decisão que tinha tomado. Eu não o deixaria mais escapar. Não permitiria que ele se separasse de mim nem mesmo por um segundo, queria me fundir ao seu corpo, tornar-me parte dele.
Senti meu corpo ser erguido do chão enquanto Edward subia as escadas que nos levariam ao meu... ao nosso quarto.
_ Eu te amo, Bella! Mais do que a minha própria vida! – Edward sussurrava em meu ouvido enquanto me depositava gentilmente sobre a cama.
Edward me beijava com ternura enquanto suas mãos subiam por meu corpo por debaixo de minha camisola em direção aos meus seios. Meu corpo reagia furiosamente a cada toque. Nossos beijos se tornavam mais urgentes a cada segundo na medida em que o desejo se acendia em nossos corpos. O simples calor do corpo nu de Edward em contato com o meu já me deixava à beira da insanidade.
Os lábios quentes de Edward se separaram dos meus traçando a linha da minha mandíbula descendo até o meu pescoço distribuindo dezenas de beijos por toda a sua extensão. Sentia, às vezes, uma pressão um pouco mais forte com o roçar de seus dentes sobre a minha pele. Ele estava me marcando. Bobinho! Eu já pertencia inteiramente a ele. Seus lábios famintos substituíram suas mãos macias que antes acariciavam meus seios e agora desciam pela lateral do meu corpo me fazendo estremecer. Edward apertava forte a minha cintura colando ainda mais o meu corpo ao dele. Eu já ansiava por senti-lo, mas ele não parecia ter pressa.
Continuava sua peregrinação por meu corpo, matando-me aos poucos. Suas mãos, agora deixavam um rastro de fogo na parte interna das minhas coxas e eu já gemia na expectativa do que estava para acontecer. Edward voltou a me beijar furiosamente enquanto me invadia possessivamente com seus dedos. Meus quadris ganharam vida própria enquanto eu sentia minha sanidade dar seus últimos suspiros. Eu estava definitivamente desesperada para tê-lo dentro de mim, mas ele não seria tão bonzinho comigo aquela noite.
_ Edward! – eu gemia seu nome enquanto ele aumentava o ritmo do vai-e-vem de seus dedos dentro de mim.
_ Me diz o que você quer, meu amor! – ele sussurrava sensualmente em meus ouvidos.
_ Eu quero você! Eu preciso sentir você dentro de mim! – eu implorava ofegante.
_ Você vai me sentir, amor! Mas não agora. Por favor, não tenha pressa. Eu passei muito tempo longe de você e preciso matar a saudade de cada pedacinho do seu corpo. Eu preciso ver e sentir você entregue a mim pra ter certeza que eu não estou sonhando. – ele sussurrava enquanto eu já sentia meu corpo todo se contraindo por dentro para explodir de prazer logo depois.
Eu ainda estava ofegante quando senti os lábios de Edward descendo por meu corpo, distribuindo beijos quentes e molhados ao longo da minha barriga, indo em direção à minha intimidade. Ele se posicionou no meio das minhas coxas mordendo-lhes a parte interna antes de mergulhar sua língua gelada e sedenta em meu sexo.
_ EDWARD! – não pude segurar o grito.
Edward alternava entre lambidas e mordidas para em seguida voltar a me sugar com força. Eu não conseguia mais parar de gritar. Estava enlouquecida de prazer e ele ainda não parecia satisfeito. Estava me torturando, me castigando.
_ Goza pra mim, amor! Eu preciso sentir o seu gosto! – ele pedia com a voz rouca tomada de luxúria.
Eu não tinha como me negar a atender a um pedido dele. Até porque eu estava completamente aprisionada e já sentia meu corpo dar sinais da segunda explosão que se aproximava.
_ Eu adoro o seu gosto, amor! – Edward disse depois de me fazer atingir o terceiro orgasmo, o segundo em sua boca.
Agarrei-o pelos cabelos beijando-o faminta e sentindo meu próprio gosto em sua língua. Aquilo me fez sentir novamente em chamas. Edward se posicionou entre minhas pernas e eu já sentia seu membro roçando minha entrada. Ele me olhava nos olhos e sorria maliciosamente. Se ele queria brincar de me torturar, esse era um jogo que poderia ser jogado por dois.
Abracei-me ao seu corpo e com uma guinada repentina virei nossos corpos me posicionando sobre ele. Sorri vitoriosa ao ver a surpresa estampada no rosto de Edward. Entrelacei nossos dedos levando suas mãos por sobre sua cabeça, enquanto me sentava sobre seu quadril e o beijava com desejo. Brinquei com seus lábios, lambendo, mordiscando para voltar a beijá-lo furiosamente. Podia sentir sua excitação latejando sob meu corpo, mas ainda não estava disposta a ceder. Eu teria a minha vingança. Desci com meus lábios pelo corpo de Edward fazendo o mesmo trajeto que ele havia feito comigo. Ele se agarrava aos lençóis com os olhos fechados e os dentes fortemente cerrados na tentativa de se controlar.  Segurei seu membro com uma das mãos e olhei em seus olhos esperando sua reação. Ele ergueu a cabeça e me fitou com um olhar suplicante, desesperado. Passei levemente a ponta da língua em volta de sua extremidade e dei-lhe um beijinho antes de mergulhá-lo totalmente em minha boca. O corpo de Edward se enrijeceu e ele inspirou profundamente o ar, prendendo a respiração para soltá-la de uma só vez ao sentir meus lábios o envolvendo enquanto minha língua brincava em toda a sua extensão.
_ MEU DEUS, BELLA! – ele gritou.
Minha vingança estava apenas começando. Na medida em que a respiração de Edward se tornava mais ofegante eu acelerava o ritmo sentindo o gosto do líquido pré-gozo em minha língua. Edward me segurava suavemente pelos cabelos ditando o ritmo e a velocidade com que eu o estimulava. Sentindo que seu orgasmo estava próximo comecei a massagear seus testículos enquanto minha boca continuava a acariciá-lo. Edward estava perdendo completamente o controle. Gemia sofregamente o meu nome e seu corpo inquieto já dava sinais de rendição. Eu estava perto de conseguir o que queria.
_ Se libere pra mim, Edward! Deixe-me sentir o seu gosto, amor! – eu pedi.
Ele não agüentou se segurar mais. Liberou-se por completo explodindo em um orgasmo insano derramando seu líquido quente em minha boca. Não havia nada no mundo que pudesse ser comparado a sentir seu gosto e vê-lo tão entregue a mim. Ele ainda tentava controlar a respiração enquanto eu subia por seu abdome distribuindo beijos, lambidas e mordidas até chegar em seus lábios. Edward sentou-se na cama, agarrou-me pelos quadris puxando meu corpo para encaixá-lo ao seu. Agora era ele quem tinha pressa, mas eu ainda não tinha concluído a minha vingança.  Posicionei seu membro em minha entrada e, olhando diretamente nos olhos de Edward, comecei a descer lentamente, fazendo com que ele sentisse cada pedacinho do meu corpo que o abrigava. Eu já estremecia sentindo seu corpo entrando no meu. Edward apertava meus quadris se esforçando para não explodir. Eu via que ele estava chegando bem perto. Quando Edward já estava todo dentro de mim, comecei a erguer-me vagarosamente até que seu membro quase saísse por completo para descer novamente de uma só vez. Edward gemeu alto, enterrando a cabeça no vão entre meus seios e abraçando-me fortemente pela cintura tentando impedir meus movimentos. Quanto mais eu me esforçava para me mover, mais ele me apertava descontrolado contra seu corpo que tremia.
_ Bella, você está me deixando louco, amor! – ele gemeu baixinho tentando controlar a respiração.
_ Então se entregue à loucura comigo, Edward, porque eu estou completamente louca por você. Relaxe, amor! Me deixe lhe dar prazer! – eu pedi já começando a me mover novamente.
Ele fez o que eu pedi. O calor que eu sentia em meu ventre com o vai-e-vem do corpo de Edward entrando e saindo de mim crescia rapidamente. Edward me olhava nos olhos e pude perceber um brilho diferente em seu olhar. Em um movimento brusco ele virou nossos corpos posicionando-se sobre mim e me encarando seriamente.
_ O que foi , amor? – perguntei assustada com a sua mudança repentina.
_ Nunca... mais... se... atreva...a... me...deixar...entendeu? – ele me invadia com força, entrando e saindo de mim acompanhando cada palavra. – Entendeu? – ele parou de repente. – Eu só vou continuar se você me responder, Bella!
_ Entendi. – respondi simplesmente e ele voltou a me invadir com fúria e movendo-se cada vez mais rápido até me fazer explodir em um orgasmo violento e se derramar inteiro dentro de mim.
Desabamos exaustos sobre a cama. Edward me aninhou em seus braços enquanto acariciava meus cabelos e distribuía beijos suaves por todo o meu rosto até finalmente encontrar meus lábios. Brincou com sua língua em meu lábio inferior e eu me entreguei ao beijo sentindo seus dedos subindo e descendo por minha coluna em um carinho delicado. Aos poucos meu corpo começou a relaxar. Abracei-me ao corpo de Edward e adormeci.
Uma hora mais tarde, acordei sentindo lábios quentes em meu pescoço e uma mão suave acariciando meu corpo. Não foi preciso mais nada para que a paixão se acendesse novamente e nos entregássemos um ao outro: na cama ... no tapete ... sob o lavabo do banheiro ... debaixo do chuveiro. Eu certamente não sobreviveria àquela noite.

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