Quem sou eu

Minha foto
Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
Apesar de ser mestre em Linguística e ter toda a minha vida acadêmica voltada para o ensino de línguas, sempre fui amante da literatura, devoradora de livros, filmes e séries. Sempre tive um sonho: escrever. Durante muito tempo, o medo de fracassar me impediu de realizar esse sonho, mas uma grande amiga me incentivou e me deu a coragem de enfrentar meus fantasmas e graças a ela eu hoje posso dizer que me sinto uma pessoa melhor, mais confiante e absolutamente ciente do meu potencial.

Seguidores

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Capítulo 24 - Esperanças

Edward subiu as escadas de volta para o quarto depois de ouvir o que Marcus tinha para lhe contar. Sua cabeça dava voltas tentando processar todas aquelas informações horrendas que tinha recebido e um medo enorme de perder sua família se apossava de seu corpo. Edward entreabriu a porta do quarto de Brian e o viu dormindo tranquilamente. Ficou observando seu sono durante algum tempo até que a lembrança da família de Michael sendo morta por ele invadiu sua memória. Edward sentiu seu estômago se contrair como se tivesse tomado um soco naquele lugar. Já sentia o líquido quente que vinha de seu estômago queimar sua garganta quando correu para o banheiro do quarto do filho ajoelhando-se em frente ao vaso sanitário e colocando para fora tudo o que não conseguia digerir.
Embora o vômito tenha aliviado o desconforto no estômago, não teve efeito sobre o medo que Edward sentia. Depois de lavar a boca, voltou para o quarto de Brian, pegou o menino nos braços e o levou para dormir em seu quarto. Queria ter toda a sua família sob seus olhos e envolvida em seus braços. Mesmo sabendo que a casa estava protegida ele não conseguiria dormir deixando Brian sozinho em seu quarto. Não naquela noite. Edward entrou em seu quarto e depositou o filho delicadamente ao lado de Bella que dormia com um leve sorriso brotando nos lábios, provavelmente sonhando com algo bom. Acariciou os cabelos de ambos e beijou-lhes a testa e também a barriga de Bella enquanto os observava dormir tranquilamente. Edward escovou os dentes e tomou um banho deixando que a água quente lhe relaxasse os músculos tensos e lavasse as lágrimas que finalmente vieram.
De volta ao quarto, Edward deitou-se entre Bella e Brian e os aninhou em seu peito. Apesar do cansaço, demoraria ainda algumas horas para dormir, mas não se importava. Tudo o que lhe importava na vida estava ali, a salvo em seus braços.
A manhã do dia trinta e um chegou trazendo um sol tímido que derretia vagarosamente a neve do lado de fora. Edward acordou com a porta do quarto se abrindo. Bella e Brian entravam de fininho carregando uma bandeja de café da manhã preparada pelos dois especialmente para ele. Sentou-se na cama com um sorriso lindo nos lábios observando sua família tentando surpreendê-lo. Ao vê-lo acordado, Brian correu em direção à cama e pulou no colo do pai dando-lhe um beijo espremido e demorado na bochecha. Bella deixou a bandeja na mesinha perto da cama e sentou-se ao lado de Edward beijando-lhe os lábios suavemente.
_ Posso saber o que foi que eu fiz pra merecer essa surpresa gostosa? – Edward perguntou abraçando os dois.
_ Você me deixou dormir aqui ... – Brian respondeu sorridente - ... com você, com a mamãe e com a Sofia!
_ E você me faz a mulher mais feliz do mundo! – Bella completou acariciando o rosto de Edward.
_ Eu é que sou o homem mais feliz do mundo, sabem por quê? – Edward perguntou olhando de um para o outro.
Ambos sorriram e negaram com a cabeça.
_ Porque eu tenho o filhão mais esperto e inteligente do mundo e a mulher mais linda e carinhosa que existe. – Edward respondeu acariciando os cabelos de Brian e a barriga de Bella.
Sofia agitou-se no ventre da mãe e Bella riu.
_ Tem alguém com ciúmes aqui dentro, papai! – ela pousou sua mão sobre a mão de Edward.
_ Ah, mas o papai também ama essa bonequinha ciumenta aqui! – ele disse enchendo a barriga de Bella de beijos enquanto Sofia dava cambalhotas fazendo a mãe gargalhar.
A casa estava agitada com os preparativos para a noite quando eles desceram. A festa ainda seria realizada, porém com uma ligeira mudança de planos. A comemoração que havia sido planejada para o Ano Novo na casa dos Cullens seria transformada em uma reunião íntima em que apenas a família e os amigos mais íntimos como Jacob e Leah estariam presentes. Caius havia sugerido que não seria prudente encher a casa de gente naquele momento. Isso dificultaria o controle dos seguranças sobre quem entra e sai da casa e poderia abrir uma oportunidade para que Michael infiltrasse seu ajudante misterioso lá dentro.
Por causa das pessoas estranhas entrando e saindo da casa durante os preparativos, Edward levou Bella e Brian para passar o dia fora. Fizeram uma caminhada pela praia de Marina Beach na parte da manhã. Marcus, Felix e Riley os seguiam a uma distância segura em todos os lugares em que passavam. Marcus observava atenciosamente o comportamento das pessoas ao redor para que ao menor sinal de problemas eles agissem rapidamente. Riley observava a movimentação na área procurando sempre uma possível rota de fuga para o caso de algum imprevisto. Felix não tirava os olhos de Brian que corria solto na areia da praia catando conchinhas para dar de presente à mãe.
Os três almoçaram no Arnies sentados em uma mesa ao lado da de Marcus, Felix e Riley e passaram uma parte da tarde no parque Yost. Brian adorava correr pela grama do parque e desta vez tinha arrumado um companheiro de corrida: Felix. Edward observava a brincadeira do filho recostado em uma árvore tendo Bella envolvida em seus braços, acomodada entre suas pernas. Com a cabeça repousada em seu peito ela ressonava tranquila enquanto Edward lhe acariciava os cabelos e passava os olhos pela vegetação local. O reflexo do sol batendo no que parecia um vidro redondo por trás de um arbusto chamou sua atenção. O corpo de Edward imediatamente se retesou. Em questão de segundos Riley colocava Brian nas costas e saía com ele dali fingindo brincar de cavalinho. Marcus já se posicionava diante de Edward e Felix se infiltrava nos arbustos em busca da provável ameaça. Com a ajuda de Marcus, Edward se levantou com Bella ainda adormecida nos braços e os três se dirigiram para o carro que já aguardava com os motores ligados. Bella acordou assustada ao perceber que Edward entrava com ela no carro.
_ O que houve, Edward? – ela perguntou fitando Edward com os olhos arregalados.
_ Nada demais, Bella! Edward se assustou com um bicho que saiu dos arbustos. Pensou que pudesse ser alguém tentando pegar vocês, mas está tudo bem! – Marcus respondeu com uma voz serena e um sorriso tranqüilizador nos lábios.
Bella relaxou nos braços de Edward. Ele encarava Marcus com um olhar de agradecimento por tê-lo tirado do sufoco. Não tinha pensado em uma desculpa para dar a Bella no caso de ela se assustar com a saída repentina do parque. Felix entrou calado no banco da frente e Riley dirigiu o carro de volta para casa enquanto Brian contava todo orgulhoso para Bella quantas vezes ele tinha derrubado Felix na brincadeira de luta que eles tinham feito no parque enquanto ela dormia.
Ao chegarem em casa, o ambiente estava mais silencioso, sinal de que o pessoal de fora já tinha saído. Marcus foi o primeiro a sair do carro com o celular no ouvido, falou rapidamente com Caius e em seguida abriu a porta traseira para que Edward, Bella e Brian pudessem entrar em casa. Brian subiu direto para o quarto para tomar um banho. Abraçada a Edward, Bella observava seu rosto tenso enquanto entravam na casa. Ele havia permanecido calado durante todo o trajeto para casa e uma pequena ruga de preocupação havia se formado entre seus olhos.
_ Edward? – ela o chamou acariciando seu rosto fazendo-o olhar diretamente em seus olhos. – Está tudo bem?
Edward se perdeu por alguns instantes ao olhar no chocolate profundo dos olhos de Bella. Calado, apenas olhava para seu rosto como se tentasse memorizar cada célula que o formava. Amava desesperadamente cada uma delas e não conseguiria viver em um mundo sem que aquela mulher estivesse ao seu lado.
_ Está tudo bem, minha vida! Eu só fiquei um pouco preocupado quando imaginei que aquele bicho pudesse ser alguém tentando machucar vocês. – ele disse com um sorriso sereno nos lábios enquanto acariciava o rosto de Bella.
Bella sorriu de volta e afundou o rosto no peito de Edward inalando seu perfume, abraçando-o ainda mais apertado. Edward apertou o laço de seus braços em volta de Bella beijando-lhe os cabelos e ambos permaneceram assim, abraçados e calados, durante vários minutos, apenas desfrutando do contato que tinham um com o outro.

Narrado por Edward

Eu queria ter entrado no escritório para participar da conversa com Marcus, Riley e Felix, mas Bella ficaria desconfiada de que algo de errado estava acontecendo. Eu havia jurado pra mim mesmo que ela jamais teria outra crise como aquela por causa daquele doente e faria de tudo pra cumprir com a minha palavra. Bella estava cansada e queria tomar um banho. Subimos para o nosso quarto e eu entrei no banheiro para encher a banheira para que pudéssemos relaxar juntos. Bella sentia os pés e as pernas doloridos pelo dia de atividades. Eu deveria ter previsto isso. Ela estava de repouso absoluto até poucos dias e eu a tinha feito andar pela praia e ficar sentada no parque por horas. Droga! Deixa de ser burro, Edward, nem parece que você é médico! Eu deveria ter pensado que a mudança brusca de hábitos afetaria sua circulação. 
Bella estava sentada à minha frente enquanto eu massageava seus pés levemente inchados. Ela sorria de olhos fechados e inalava o aroma de pêssegos que subia com o vapor da água quentinha da banheira. Seus olhos estavam ficando pesados de sono, sinal de que estava ficando relaxada. Já estávamos ali havia algum tempo e achei melhor que saíssemos para que ela pudesse se deitar em nossa cama ou então ficaria com dores pelo corpo.
_ Amor? – eu a chamei e ela abriu lentamente os olhos, sorrindo lindamente ao me ver. – Vem dormir na nossa cama, você precisa descansar!
_ Está tão gostoso aqui, Edward! – ela respondeu com a voz preguiçosa e voltou a fechar os olhos sorrindo.
Com essa eu tive segurar o riso. Saí da banheira levando Bella nos braços até o quarto e a ajudei a se secar com a toalha que havia separado para quando ela saísse do banho. Ela parecia uma criança quando vestiu a camisola já com os olhos fechados de tanto cansaço. Deitei-me com ela em meus braços e esperei até que ela estivesse dormindo profundamente antes de sair do quarto. Passei no quarto de Brian antes de descer e vi que ele dormia abraçado a Oz que, de olhos bem abertos, velava seu sono.
No escritório, Marcus, Felix, Riley e Caius ainda conversavam e repassavam o esquema de segurança para a noite. Todos pararam de falar para me olhar quando entrei. Sentei-me na poltrona da escrivaninha de meu pai e fiquei esperando que eles me contassem o que estava acontecendo.
_ Edward, quando eu cheguei ao lugar que você indicou no arbusto, não havia ninguém lá. Nem mesmo havia nada que pudesse refletir a luz do sol como você viu.  – disse Felix cauteloso.
_ Eu sei o que eu vi, Felix! Eu não estou imaginando coisas! – eu respondi secamente.
_ Me desculpe, Edward! Eu me expressei mal. Não foi isso o que eu quis dizer. Não havia ninguém lá, nem nada que refletisse a luz, mas havia isso aqui. – Felix enfiou a mão no bolso do casaco e tirou um pedaço de plástico preto e redondo e o passou para mim. – Você sabe o que é isso? – ele perguntou.
Assenti com a cabeça. Era a tampa da lente de uma máquina fotográfica profissional. Olhei diretamente para o rosto de Marcus e ele entendeu o que eu estava pensando.
_ Edward, parece que a pessoa que andou tirando fotos da Bella ainda está seguindo vocês. Não se preocupe! Da próxima vez que você sair para um passeio com a sua família Demetri irá junto. Se o nosso amigo misterioso aparecer, ele será capaz de rastreá-lo e nós o pegaremos.
A simples ideia de uma próxima vez me causou um frio na espinha. Eu não queria nem pensar na possibilidade de ter essa pessoa tão perto da minha família de novo, mas algo me dizia que ela não se arriscaria tanto novamente agora que sabia que estávamos sendo protegidos por seguranças. Marcus ainda me deu algumas instruções de como agir e manter a tranquilidade em um caso de fuga como o de hoje. Eu quase estraguei tudo deixando que Bella percebesse meu nervosismo e, em uma emergência, manter a calma era fundamental.
Voltei para o quarto e Bella ainda dormia profundamente. Deitei-me com ela na cama e a puxei para os meus braços. Ela me abraçou ainda adormecida enquanto eu fitava seu rosto tranquilo e renovava a minha promessa de que ela permaneceria assim e que nossa filha nasceria sem sobressaltos. O pensamento em nossa filha levou minhas mãos automaticamente para a barriga de Bella. Assim que reconheceu meu toque, Sofia começou a se mexer me fazendo sorrir.
_ Hey, bonequinha do papai! Fique bem quietinha aí porque a mamãe precisa descansar! – sussurrei para ela que se agitou ainda mais.
Bella sorriu e abriu os olhos preguiçosamente.
_ Desculpe, amor! Eu não queria lhe acordar. Eu me esqueço que ela se mexe quando eu toco a sua barriga! – eu disse constrangido.
Bella levou as mãos ao meu rosto, me acariciando gentilmente. Ela me olhava nos olhos de uma forma intensa quando ergueu a cabeça e me beijou sem dizer nada. Eu sentia falta de tê-la entregue em meus braços, precisava desesperadamente fazer amor com ela, sentir seu gosto, seu calor, mas não sabia se ela se sentia segura quanto à saúde da nossa filha. No entanto, Bella parecia ter o poder de ler meus pensamentos. Aprofundou ainda mais o beijo enquanto desabotoava os botões da minha camisa e alisava meu peito com suas mãos delicadas. Foi o que bastou para acender o meu corpo. Passei a devorar seus lábios enquanto minhas mãos passeavam por todo o corpo macio e quente de Bella. Aos poucos, nossas roupas foram sendo jogadas pelo quarto e nossas respirações se tornavam mais ofegantes na medida em que nossas carícias ficavam mais ousadas. Estávamos em chamas e meu amiguinho já ansiava por sentir-se abrigado dentro dela, mas eu não podia ter tanta pressa. Se eu a tomasse do jeito que eu estava poderia machucá-la. Com muito esforço, contive minha ansiedade e passei a beijar aquele corpo que estava me enlouquecendo. Meus lábios traçavam o caminho que eu tão bem conhecia e adorava, descendo por seu pescoço, parando brevemente em seus seios num sincero ato de pura adoração, beijando toda a extensão de sua barriga onde crescia protegido o fruto do nosso amor, para finalmente chegarem ao seu destino e mergulharem famintos em seu centro. Bella se agarrava com força aos lençóis e mordia os lábios tentando fracassadamente sufocar os gemidos enquanto eu a devorava completamente ensandecido. Nada se comparava a sentir o gosto do prazer da minha mulher e a olhar em seus olhos escuros de desejo que quase imploravam pra que eu a tomasse. Bella agarrava meus cabelos com força me puxando para cima num pedido desesperado de me sentir dentro dela. Eu também já não suportava mais esperar. Meu corpo inteiro estremeceu quando me senti envolvido por suas carnes quentes e úmidas. Com um beijo faminto sufoquei um grito que queria escapar de minha garganta quando me senti inteiro dentro de Bella. Meu Deus, eu parecia um adolescente em sua primeira vez querendo explodir de prazer só por estar dentro do corpo de uma mulher! Minha vontade era de invadir seu corpo com violência até que caíssemos sem forças. A cada vez que eu entrava em seu corpo Bella arqueava as costas trazendo seus seios intumescidos para mais perto de mim fazendo com que meus lábios os tocassem sugando-os sem piedade. Minha sanidade estava por um fio com o corpo de Bella se remexendo sob o meu acompanhando meus movimentos. Estávamos entregues a uma dança sensual e juntos éramos dançarinos perfeitos. Meu coração explodia em meu peito tamanha era a velocidade em que batia, minha respiração descompassada já não enchia meus pulmões de ar e meu corpo todo tremia na expectativa da explosão que se aproximava. De repente eu senti como se minha vida estivesse sendo sugada de dentro do meu corpo para se derramar no corpo da minha mulher. Senti-me como se, por alguns instantes, eu tivesse ficado suspenso no espaço, em pleno vácuo, para de repente cair em queda livre de volta para a Terra enquanto meu corpo inteiro queimava na reentrada, o fogo sendo alimentado pelo ar que voltava a preencher meus pulmões me trazendo de volta à vida.    De volta ao mundo dos vivos, olhei nos olhos daquela que quase me tirara a vida e ela parecia também ter acabado de renascer. O sorriso que trazia nos lábios era de puro êxtase e satisfação. Eu não me cansava de admirar suas feições delicadas e me perdi mais uma vez no chocolate derretido de seus olhos que gritavam que ela me amava. Eu era o homem mais feliz e sortudo do mundo porque tinha em meus braços a mulher que eu mais amei em toda a minha vida, a razão da minha existência.

Narrado por Bella

Edward me levou para o céu onde eu vi cada estrela que brilhava no infinito. Eu tinha saído do planeta em uma viagem mágica e retornava extasiada, embalada por um anjo em uma nuvem de algodão. Um anjo de olhos incrivelmente azuis e intensos que me olhavam em adoração. Me perdi naquele pedacinho do céu que de tão brilhante me fazia uma linda declaração de amor. Eu queria me entregar de novo a ele até que não houvesse mais nenhum sopro de vida em meu corpo, até que ele me trouxesse de volta à vida se derramando dentro de mim.
Permanecemos um longo tempo na cama abraçados, apenas nos olhando. Não precisávamos de palavras para expressar o que estávamos sentindo naquele momento. Elas seriam imprecisas, imperfeitas, insuficientes. Estávamos em nossa bolha de felicidade, praticamente alheios ao mundo, mas sabíamos que teríamos que nos levantar. Havia uma comemoração prestes a começar no andar de baixo e Emmett derrubaria a porta a mando de Alice se demorássemos a aparecer. Tomamos mais um banho juntos e nos arrumamos para descer.
Era incrível o talento que Esme e Alice tinham de transformar o ambiente com poucos e simples detalhes.  O branco era a cor predominante, mas os detalhes em prata nos talheres, copos e pratos faziam a diferença. Algumas velas acesas em castiçais chamavam a atenção para a mesa repleta de frios e frutas variadas e coloridas que davam um colorido especial à decoração.
Apesar de simples, para o padrão dos Cullens, a comemoração foi alegre e emocionante. Pouco antes da meia noite, Carlisle pediu a atenção de todos para dizer algumas palavras. Edward havia me dito que era tradição na família que o patriarca fizesse um discurso na passagem de ano em homenagem aos membros da família. Eu já sabia que Carlisle tinha uma habilidade incrível de emocionar as pessoas, mas não estava preparada para o que ele iria dizer.
_ A maioria de vocês já sabe que na nossa família nós temos a tradição de homenagear os membros com um discurso na passagem de ano. Mas neste ano eu gostaria de falar sobre uma pessoa em especial. – Carlisle pegou uma taça com champanhe e olhou diretamente para mim. Meu coração acelerou no peito. – Quando a nossa família chegou aqui, nós tínhamos a esperança de que as tristezas e preocupações que sentíamos em relação a Edward ficassem para trás.  – senti Edward me abraçando por trás – No dia em que soubemos da sua existência foi um choque, você sabe o motivo. Mas com esse seu jeitinho meigo e carinhoso e com essa suavidade que só você consegue ter, você conquistou primeiro a amizade, depois o respeito e finalmente o amor de todos nós. Na verdade, você roubou o coração do meu filho e do meu neto. – ele riu – eu nunca vi meu filho tão feliz como ele está agora, Bella. E nós devemos tudo isso a você. Você deu ao Brian o amor de mãe que ele tanto precisava e nós jamais poderemos lhe recompensar pela felicidade que você trouxe para essa casa. Nós precisamos de você, precisamos do seu companheirismo, das conversas, da sua sabedoria, das brincadeiras, da paciência, da lealdade e também das suas críticas construtivas. Nós precisamos da sua presença ao nosso lado porque você, de algum modo, quando entrou em nossas vidas conseguiu torná-las melhores e mais felizes. Obrigado, minha filha!
Carlisle enfim levantou sua taça e seu gesto foi imitado por todos. Edward me ofereceu um gole de sua taça. Rose havia dito que um gole pequeno não faria mal. Carlisle veio em minha direção e me abraçou emocionado.
_ Obrigado por devolver a vida ao meu filho, Bella! Nós todos estamos em dívida com você para o resto de nossas vidas! – ele sussurrou em meu ouvido.
Se eu já estava chorando antes, depois daquelas palavras eu me desfiz em lágrimas. Esme veio logo em seguida com seu jeito doce e me deu um abraço apertado. Alice e Emmett também me envolveram em um abraço coletivo e estavam tão emocionados quanto eu. Soltei-me deles e olhei para Edward. Ele sorria para mim e me olhava com os olhos brilhando pelas lágrimas quando voltei para seu abraço. Edward me apertou em seus braços e me beijou. Senti suas lágrimas molhando meu rosto.
_ Tudo o que o meu pai disse é verdade, Bella! Você me devolveu a vida. Eu preciso de você, amor, sempre juntinho de mim. – ele sussurrou em meu ouvido com a voz trêmula de emoção.
_ Eu te amo, Edward! Eu vou estar sempre com você, eu juro! – eu disse me apertando ainda mais contra seu corpo.
O barulho dos fogos de artifício estourando lá fora anunciava que o ano de 2010 tinha acabado de ficar no passado e eu esperava que com ele ficassem todas as tristezas e dificuldades que tivemos que enfrentar.  Edward me tomou em seus braços erguendo-me do chão e colou nossos lábios com paixão.
_ Eu te amo, minha vida! – ele disse colando sua testa na minha. – Você é tudo pra mim, Bella, tudo!
Ficamos ali abraçados, protegidos em nossa bolha até que Emmett se aproximou de nós com Brian no colo. O pequeno dormia pesadamente, completamente exausto de tanto correr e brincar com os filhos de alguns seguranças. Carlisle tinha feito questão que eles trouxessem suas famílias já que todos teriam que ficar conosco naquela noite. Edward tomou Brian dos braços de Emmett e nós subimos para colocá-lo em sua cama. Demos um beijo de boa noite em sua testa e saímos do quarto deixando Oz deitado aos pés da cama do nosso filho.
Os convidados já tinham saído quando voltamos para o nosso quarto. Apesar do cansaço, eu não queria dormir. Ainda sentia saudades de Edward e as lembranças dos momentos de amor que tivéramos mais cedo não saíam da minha cabeça. Edward parecia pensar a mesma coisa que eu. Assim que passamos pela porta do quarto ele atacou meus lábios depois de trancá-la e me levou em direção a nossa cama, suas mãos passeando pelo meu corpo. Fizemos amor como se nossas vidas fossem acabar no dia seguinte e Edward dormiu me envolvendo em seus braços depois de me levar mais uma vez para o céu. Algum tempo depois, adormeci com a imagem de seu rosto sereno e com a certeza de que 2011 seria um ano bom.

Nenhum comentário:

Postar um comentário