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Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
Apesar de ser mestre em Linguística e ter toda a minha vida acadêmica voltada para o ensino de línguas, sempre fui amante da literatura, devoradora de livros, filmes e séries. Sempre tive um sonho: escrever. Durante muito tempo, o medo de fracassar me impediu de realizar esse sonho, mas uma grande amiga me incentivou e me deu a coragem de enfrentar meus fantasmas e graças a ela eu hoje posso dizer que me sinto uma pessoa melhor, mais confiante e absolutamente ciente do meu potencial.

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Capítulo 09 - Medo




Aquela noite ainda reservava outra surpresa para Bella. Ela voltava para casa em seu carro sendo seguida por Edward. Lembrava-se da conversa que haviam tido no estacionamento do hospital, minutos antes, quando ele insistira em acompanhá-la, apesar de seus protestos.
_ Edward, não precisa! Você deve estar cansado! – ela dissera.
_ Bella, eu vou e ponto final! – ele pusera fim à discussão.
Bella estacionou seu carro na garagem de casa voltando até a calçada para se despedir de Edward que a esperava encostado à porta do lado de fora do carro. O sorriso de Edward se desfez ao ver a expressão no rosto de Bella que olhava fixamente para algum ponto em suas costas. Sua respiração estava ofegante, seus olhos estavam marejados e suas mãos estavam trêmulas e suadas. Medo. Era o que Edward via nos olhos de Bella.
_ Bella, o que você tem? – perguntou aproximando-se dela preocupado.
Bella não respondeu. Edward apenas virou os olhos para a direção em que ela olhava. Lá estava o carro preto. O vidro aberto até a metade mostrava apenas a parte superior do rosto do motorista, mas para Bella era o bastante para reconhecê-lo.
_ Michael. – ela disse quase sem voz.
O vidro do carro se fechou e o motorista arrancou lentamente enquanto Bella tremia nos braços de Edward.
_ Você vem comigo, Bella! Não vou deixar você passar a noite sozinha em casa! – Edward disse puxando-a para seu carro.
Edward dirigia o carro prestando atenção a qualquer veículo que pudesse segui-los, mas as ruas estavam desertas durante todo o trajeto até sua casa. Bella permanecera em silêncio desde o momento em que ele a colocara dentro do carro na porta de sua casa. Quando entraram pela porta da sala, todos os Cullens ainda estavam acordados. Tinham chegado minutos antes. Esme e Alice se assustaram ao ver a palidez no rosto de Bella.
_ Filha, o que você tem? Sente-se mal? – perguntou Esme indo na direção de Bella.
_ Bella, você está pálida! Aconteceu alguma coisa? – Alice perguntou junto com Esme.
Bella se encolheu nos braços de Edward. Não conseguia falar. Sua voz havia desaparecido. Parecia estar em choque. Foi Edward quem respondeu:
_ Aconteceu algo sim, pessoal, mas Bella não está em condições de falar agora. – disse para a família e olhando para sua irmã pediu - Alice, por favor, providencie uma camisola para Bella. Ela vai passar a noite aqui conosco.
_ Edward, leve Bella para o seu quarto. Talvez ela queira tomar um banho antes de se deitar. Eu já subo levando uma muda de roupas para ela. – Alice a olhava preocupada.
Bella não se movia. Edward a tomou nos braços e subiu com ela para seu quarto. Minutos depois, Alice entrou trazendo-lhe roupas íntimas, camisola e tudo o mais que Bella precisasse. Edward tocou o rosto de Bella com as duas mãos fazendo-a olhar para ele.
_ Meu anjo, tome um banho. Assim você pode relaxar um pouco. Enquanto isso, eu vou lá embaixo conversar com os outros. Eles ficaram preocupados com você. Fique tranquila, você está segura aqui! Eu não estarei longe, está bem?
Bella assentiu com a cabeça. Edward deu-lhe um beijo suave nos lábios e antes de sair pediu a Alice que ficasse no quarto com ela. Não queria que ela ficasse sozinha. Assim que a porta do quarto se fechou, Alice a ajudou a tirar a roupa, encheu a banheira com água quente e sais de banho e a levou até o banheiro.
Na cozinha, Edward acabava de contar a todos os acontecimentos desde o episódio com Mike Newton no estacionamento do hospital até o carro de Michael MacCalister parado em frente à casa de Bella. Enquanto ele contava toda a história, Esme preparava uma refeição leve para Bella.
Edward entrou no quarto carregando uma bandeja quando Bella saía do banheiro com Alice. Permanecera calada o tempo todo embora Alice tenha tentado fazer com que ela dissesse algo. Não era bom guardar as coisas assim. Bella precisava por para fora o que estava sentindo, mas todos os esforços de Alice tinham sido em vão. Talvez Edward a fizesse falar.
Deitado em sua cama, Edward acariciava os cabelos de Bella que permanecia calada com a cabeça apoiada em seu peito. Alice havia descido com a bandeja depois que Bella comeu um pouco. Ele precisava saber o que ela estava sentindo. Seu silêncio o estava matando de angústia. Edward virou o corpo na direção de Bella apoiando-se sobre o cotovelo na cama e segurou seu rosto com as duas mãos.
_ Bella, por favor, diz alguma coisa! Eu preciso saber o que você está pensando, meu anjo! Eu preciso que você me diga o que está sentindo antes que eu enlouqueça aqui! – disse com o olhar angustiado cravado no dela.
Bella viu todo o desespero nos olhos de Edward e, derramando uma lágrima, sussurrou:
_ Medo. Eu estou com muito medo, Edward. – suas mãos acariciaram o rosto de Edward.
_ Não precisa sentir medo, meu anjo! Eu estou aqui com você. Vou estar do seu lado o tempo todo. Você não vai mais ficar sozinha, eu prometo! – ele disse abraçando-a com força.
_ Eu temo por você, Edward! Eu vi o olhar de ódio que ele lançou pra você. Só eu sei o que aquele monstro é capaz de fazer. E eu não quero que ele o machuque. Eu não suportaria isso! – o choro finalmente explodiu.
_ Shh... Calma, meu anjo! Ele não vai fazer nada contra mim, muito menos contra você... eu não vou deixar. Descanse, minha Bella! Eu vou ficar aqui com você. Por favor, tente relaxar. Você precisa dormir. – ele disse envolvendo-a com os braços aninhando-a em seu peito e voltando a acariciar-lhe os cabelos.
Bella teve um sono agitado por diversos pesadelos naquela noite. Edward, embora não tenha dormido muito, também sonhou com a mesma praia tranquila de sempre e com Isa, que lhe pedia sempre a mesma coisa.
_ Cuide dela para mim, Edward! Proteja-a! Ela já sofreu demais! – Isa insistia.
_ De quem você está falando, Isa? A quem eu devo proteger? – Edward repetia a mesma pergunta.
_ Minha irmã! – Isa respondeu antes de desaparecer diante de seus olhos.
Edward acordou sobressaltado. Bella ressonava tranquila sob seu peito. Ficou observando sua expressão serena enquanto refletia sobre as palavras de Isa. “Minha irmã”. Estas duas palavras ecoavam em sua mente. Bella poderia ser a irmã com quem Isa havia cortado relações sete anos antes. Isso explicaria a incrível semelhança entre as duas. Gêmeas idênticas. Edward nunca havia suspeitado dessa possibilidade porque Bella assinava o sobrenome MacCalister, mas agora ele sabia que esse era o sobrenome do marido. Precisava investigar o assunto antes de falar com Bella e sabia muito bem quem poderia ajudá-lo: Alice.
Edward não conseguiu mais dormir. Estava ansioso demais. Quando as primeiras luzes do dia iluminaram seu quarto, ele levantou-se cuidadosamente cerrando as cortinas para que Bella não despertasse, tomou um banho rápido e desceu para a cozinha onde Esme já preparava o café da manhã.
_ Mãe, o que a senhora faz aqui tão cedo? Volte para a cama! – ele disse dando-lhe um beijo na bochecha.
_ Eu já acordei há muito tempo, filho! Além disso, Bella precisa comer alguma coisa. Ela não comeu quase nada ontem à noite. Deve acordar com fome. – Esme retrucou sorrindo docemente.
Enquanto Esme acabava de passar o café, Edward colocava pão, bolo, frutas, leite e suco em uma bandeja para Bella.
No andar superior, Bella acordava sentindo-se acariciada nos cabelos. Uma delicada mãozinha a trazia de volta do mundo dos sonhos. Ela abriu os olhos lentamente deparando-se com duas lindas esmeraldas que a fitavam carinhosamente acompanhadas de um doce sorriso. 
_ Bom dia, bela adormecida! – ele disse.
_ Bom dia, anjinho! – Bella sorriu.
_ Eu estava com saudades de você! – ele acariciava seu rosto.
_ Eu também senti sua falta, meu amor! Mas o que você faz de pé tão cedo? – Bella perguntou acariciando-o de volta.
_ Eu vi quando o papai desceu para a cozinha e vim te ver. Só não conta pra ele que eu te acordei, senão ele vai ficar bravo comigo, tá? – ele pediu com um sorriso travesso no rosto.
_ Pode deixar, anjinho. Se ele perguntar, eu digo que já estava acordada quando você entrou. Vai ser o nosso segredo, está bem? – ela prometeu dando um beijinho em sua testa.
_ Brian, você acordou a Bella, filho? – Edward perguntou entrando no quarto com uma enorme bandeja nas mãos.
Brian olhou para Bella com os olhinhos arregalados e ela piscou para ele.
_ Não, Edward. Quando Brian chegou, eu já estava acordada. Não estava, Brian? – ele assentiu com a cabeça olhando para o pai enquanto Bella piscava para Edward que sorriu.
_ Certo. Então, vamos tomar o café da manhã? – disse Edward sentando-se na beirada da cama e dando um selinho nos lábios de Bella.
Brian sorriu com a cena.
_ Tia Bella, você é namorada do papai? – ele perguntou. – Então, se você se casar com o papai, você vai ser minha mamãe?
Bella corou e Edward gargalhou.
_ Quando a tia Bella se casar com o papai, você pode chamá-la de mamãe se quiser, filho. – disse Edward destacando a palavra “quando”.
Brian abriu seu sorriso mais largo e saiu do quarto gritando repetidas vezes por toda a casa:
_ Hey, pessoal! A tia Bella vai ser minha mamãe!
Bella ficou vermelha como um tomate arrancando uma nova gargalhada de Edward.
_ Pare de rir, Edward! Isso não tem graça, sabia? – ela disse prendendo o próprio riso, dando-lhe uma tapinha no braço.
_ Meu anjo, você fica linda assim vermelhinha, sabia? – ele disse tentando controlar o riso.
Bella o olhava nos olhos e de repente Edward ficou sério. Aproximou lentamente seus lábios dos de Bella enquanto uma de suas mãos percorria a lateral de seu corpo e a outra segurava seu rosto. Bella estremeceu ao toque das mãos fortes, porém macias de Edward. Envolveu-lhe o pescoço com os braços levando as mãos até seus cabelos. Agarrou-os com força puxando-o mais para perto de si e aprofundando o beijo. Sem quebrar o beijo, Edward virou o corpo ficando por cima de Bella que envolveu seu quadril com uma de suas pernas. Ambos sentiam o desejo crescer cada vez mais. Edward ergueu a camisola de Bella tirando-a por sua cabeça enquanto admirava o corpo nu daquela linda mulher deitada em sua cama. Quebrou o beijo somente para dar atenção aos seios intumescidos de Bella que, ao contato dos lábios de Edward, arqueava seu corpo tomado pelo prazer. Edward não tinha pressa. Queria conhecer e explorar com as mãos e com a boca cada pedacinho daquele corpo que o estava enlouquecendo e Bella estava totalmente entregue a ele. Edward quase explodiu de prazer ao sentir-se aceito e acolhido pelas carnes quentes e úmidas de Bella. A sensação era maravilhosa. Bella sentiu-se completa quando Edward a preencheu. Ao senti-lo dentro de si, a felicidade a invadiu. Ela gemeu o nome de Edward baixinho em seu ouvido quando ambos chegaram juntos ao ápice. Edward sentia-se vivo novamente. Não conseguia mais segurar aquelas palavras dentro de si. Precisava que Bella soubesse como se sentia.
_ Eu te amo, meu anjo! – ele disse com a voz ainda rouca de prazer.
_ Eu te amo mais! – ela respondeu com os olhos brilhando de felicidade.
         Edward sorriu puxando o corpo de Bella para si, aninhando sua cabeça em seu peito e alisando-lhe os cabelos. Havia muito tempo que não se sentia tão feliz e tão completo. E Bella era a responsável por isso.

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