Os lábios quentes e macios de Edward acariciavam a nuca de Bella depositando-lhe beijos suaves enquanto seus braços a puxavam para mais perto de seu corpo. Mesmo depois de uma noite intensa em que ambos pouco ou nada tinham dormido, o corpo de Edward ainda reagia com o aroma que exalava da pele nua da mulher adormecida ao seu lado.
_ Acorda, dorminhoca! – sussurrou em seu ouvido enquanto suas mãos acariciavam seus cabelos.
_ Hum... – ela resmungou cansada. Edward sorriu presunçoso.
_ Amor, você precisa acordar. Está na hora de tomar o seu remédio e você tem que tomar café antes. – ele ainda distribuía beijos em seu pescoço.
_ Se eu continuar fingindo que estou dormindo você promete que vai continuar me beijando até conseguir me acordar? – ela perguntou manhosa virando-se de frente para ele.
_ Vamos fazer assim: se você acordar, eu prometo que te encho de beijos até você enjoar de mim, mas antes você precisa tomar café pra tomar seu remédio, mocinha! – ele disse tocando-lhe levemente a ponta do nariz.
_ Promete? Até eu enjoar de você? – ela sorria – Então, Dr. Cullen, eu preciso lhe avisar que a sua pena vai ser perpétua porque eu nunca vou enjoar de você. Portanto, você pode começar a cumpri-la agora mesmo.
Edward sorriu lindamente colando seus lábios nos de Bella. O beijo, que havia começado calmamente, tornava-se mais urgente na medida em que Bella acariciava o peito de Edward e rolava seu corpo para sentar-se sobre seus quadris. Bella já podia sentir alguém criando vida embaixo de si. Com um sorriso malicioso afastou-se de Edward, pulando depressa da cama, antes que ele pudesse impedi-la.
_ Edward, eu vou tomar um banho rápido e já desço pra tomar café com você, está bem? – ela disse correndo para o banheiro deixando atrás de si um homem completamente indignado.
_ Bella, não seja malvada, volta aqui! – ele disse já correndo em direção ao banheiro.
Bella entrou sorrindo no box e ligou o chuveiro sabendo que pagaria caro por deixá-lo daquela forma. Edward abriu a porta do banheiro e entrou no box encarando Bella com um olhar ameaçador.
_ Você é uma menina muito má e desobediente. Eu não falei que você não podia me abandonar nunca mais? Agora vou ter que castigar você! – ele se aproximava lentamente de Bella causando-lhe um frio na barriga de antecipação. Ela estava encurralada.
_ Amor, eu preciso tomar meu remédio, lembra? – ela perguntou sorrindo cinicamente adorando aquele jogo.
_ Pode deixar que eu vou lhe dar o seu remédio agora mesmo! – ele disse agarrando-a pelos quadris.
Bella soltou um gritinho ao sentir seu corpo quente ser encostado no azulejo gelado do box, mas seu gritinho seria seguido de muitos outros gritos, suspiros e gemidos mais altos com o castigo a ela aplicado pela desobediência. Aquele banho definitivamente não acabaria tão cedo.
Após o café da manhã, Edward e Bella rumaram para a casa dos Cullens. Fariam uma surpresa a Brian e o levariam juntos à escola. O menino pulou da cadeira saindo da mesa do café da manhã e jogou-se nos braços de Bella assim que ela passou pela porta da sala de jantar. Bella o abraçou apertado e o encheu de beijos, matando a saudade dos dois dias que ficara sem vê-lo. Edward sorriu ao ver o forte laço que os ligava e os abraçou distribuindo beijos pelo rosto do filho que ria gostoso.
_ Hey, eu também quero beijos! – Alice dizia enquanto entrava na sala de jantar, mas parou envergonhada diante de Bella.
Ela ainda não tinha visto e nem falado pessoalmente com a cunhada desde o incidente na boate. Receosa da reação de Bella, Alice aproximou-se lentamente, dando-lhe um beijo na bochecha.
_ Bom dia, Bella! Como você está? – perguntou cautelosa.
_ Bom dia, Alice! Eu estou melhor, agora, obrigada! – Bella respondeu sorrindo.
_ Bella, eu queria... – Alice tentou dizer.
_ Tudo bem, Alice! – interrompeu Bella. – Eu sei que você só estava defendendo o seu irmão. Talvez eu tivesse agido da mesma forma no seu lugar. Eu não guardei mágoa do que aconteceu. Vamos colocar uma pedra sobre esse assunto, tudo bem? – Bella disse e Alice apenas assentiu com a cabeça.
As duas se abraçaram reatando a amizade. As lembranças daquela noite ainda incomodavam Bella e traziam de volta a angústia que ela havia sentido durante o final de semana, mas ela estava disposta a deixá-las no passado. Emmett também deu seu abraço de urso em Bella deixando-a sem ar, fazendo com que Edward lhe desse uma tapa na cabeça para soltá-la, o que fez com que todos rissem.
Na porta da escola, Brian implorava no colo de Bella para que o pai o deixasse faltar às aulas para ficar com a tia.
_ Por favor, papai! – ele pedia com as mãozinhas unidas na frente do peito.
_ Vamos fazer o seguinte: você assiste às suas aulas e eu prometo que venho lhe buscar e passo a tarde toda com você. O que você acha? – propôs Bella tentando livrar Edward de negar o pedido ao filho.
_ Tudo bem, mas você vai dormir lá em casa hoje e eu vou dormir com vocês! – ele tentou negociar forçando Edward a segurar o riso.
_ Meu Deus, você está me saindo um chantagista igual ao seu pai! – ela disse de olhos arregalados.
_ Poxa, tia Bella! Eu passei um final de semana inteiro longe de você. Eu estou com saudades, né? – ele pediu com cara de cachorrinho sem dono arrancando uma sonora gargalhada do pai.
_ Essa cara de gatinho do Shrek ele aprendeu com você, Bella! – Edward disse divertido fazendo-a corar violentamente.
Bella deu um suspiro pesado antes de concordar. Estava completamente perdida com aqueles dois homens que tinham tomado conta de sua vida. Após ter as bochechas espremidas em um beijo simultâneo de Bella e de Edward, Brian entrou correndo na escola certo de que ao sair ela o estaria esperando na porta. E não se enganou. Seu sorriso ficou maior do que seu rosto ao vê-la parada em frente à escola quando ele passou pelo portão. Brian correu até a tia abraçando-a com força e enchendo seu rosto de beijos. As pessoas que assistiam a cena não podiam deixar de sorrir com tamanha demonstração de amor.
Bella abriu o porta-malas do carro para guardar a mochila de Brian enquanto o menino a aguardava na calçada, do lado de fora do carro. O latido de um cãozinho chamou a atenção do menino para o outro lado da rua. Brian observava o bichinho atravessar a rua quando notou que um carro se aproximava perigosamente. Preocupado, correu para o asfalto para tirá-lo de lá. Bella que já fechava o porta-malas não teve tempo de fazer nada.
_ BRIAN, NÃO! – ela gritou desesperada antes de ouvir a forte freada do veículo.
Um homem alto corria na direção do menino, pegando-o nos braços e retirando-o da frente do carro. Bella correu apavorada para o meio da rua seguida de vários pais que presenciaram a cena. O motorista saiu rapidamente do carro correndo em direção ao menino que segurava o cãozinho no colo com a expressão assustada ameaçando chorar.
_ Meu anjinho, você quase me matou de susto! – Bella dizia trêmula enquanto pegava Brian no colo e examinava o corpinho do sobrinho em busca de ferimentos.
_ Fique tranquila, senhora! Eu consegui tirá-lo da frente do carro antes que ele fosse atingido! Seu filho não foi ferido, só está assustado! – o homem disse tocando o ombro de Bella que ainda se agarrava ao menino.
Só então Bella olhou para o homem e o reconheceu de imediato. Era o mesmo homem que a tinha agarrado na boate. O mesmo homem que quase arruinara seu relacionamento com Edward tinha acabado de salvar a vida de Brian. Bella olhava pensativa para o rapaz. Se ela tivesse prestado queixa contra ele, ele não estaria ali na hora certa para salvar o menino que teria sido atropelado. Sua intuição estivera certa: o moreno com cara de índio não era má pessoa. Não podia ser, afinal, tinha acabado de arriscar a própria vida para salvar um estranho.
Edward estacionou o carro na frente da escola percebendo o pequeno grupo de pessoas que já se dispersava no meio da rua. Correu em direção a Bella que se levantava ainda trêmula com Brian nos braços.
_ Amor, o que houve? – perguntou preocupado com a expressão assustada em seu rosto.
Edward tomou Brian dos braços de Bella, segurando o menino com um braço e envolvendo a cintura de Bella com o outro enquanto encarava o índio à sua frente. Bella contou rapidamente o que tinha acabado de acontecer. Embora Edward tenha reconhecido o índio e ainda tivesse ganas de esganá-lo por ter agarrado sua mulher, estava de mãos atadas. Não poderia agredir o homem que tinha acabado de salvar a vida de seu filho.
De volta à calçada, Brian implorava para que o pai o deixasse ficar com o cãozinho. Agarrava-se ao bichinho como se sua vida dependesse dele. Bella encarava Edward com um olhar suplicante. O menino já tinha passado por muita coisa naquele dia e ela não suportaria ver a tristeza em seus olhos se ele não pudesse levar o filhote. Vencido, Edward concordou que o filho ficasse com o animal desde que Esme e Carlisle autorizassem a presença dele na casa.
Depois de levarem o cãozinho a um veterinário para providenciar as vacinas necessárias e um banho e tosa, seguiram para casa. Não foi preciso muito para convencer os avôs a aceitarem o cachorrinho. Bastou que olhassem no rostinho apaixonado de Brian que não soltava o pequenino em momento algum. Brincaram a tarde toda e o menino não se separou de seu amiguinho nem mesmo para jantar.
_ Você precisa dar um nome a ele! Já escolheu algum? – perguntou Bella observando Brian que acariciava o cãozinho adormecido em seu colo.
Brian ergueu a cabeça de repente e fixou o olhar em um canto vazio da sala. Permaneceu encarando aquele espaço por alguns instantes e logo em seguida sorriu.
_ O nome dele é Oz! – disse satisfeito. Bella riu.
_ Tal mãe, tal filho! – comentou.
_ Não entendi! – disse Edward a abraçando por trás e apoiando o queixo em seu ombro.
_ Meu pai chamava minha irmã de Dorinha porque ela era louca pela história do Mágico de Oz. Sempre quis ter um cachorrinho, mas era alérgica a pelos. Ela dizia que se um dia tivesse um, o chamaria de Oz. – Bella explicou.
Brian que até então parecia alheio à conversa de Bella com o pai, olhou sorridente para os dois.
_ Então o Oz vai ser meu e da mamãe! – ele anunciou satisfeito. – Assim, quando eu estiver na escola ela pode brincar com ele! Não é, Oz?
O cachorrinho abriu os olhinhos e, como se concordasse com a pergunta de seu pequeno dono, abanou o rabinho. Bella e Edward sorriram ao ver o menino feliz com o novo amiguinho. Aparentemente, o incidente na porta da escola tinha sido esquecido graças à presença de Oz.
Depois de muito insistir para que o pai o deixasse tomar banho com Oz, Brian concordou em deixá-lo na caminha que Bella tinha comprado e entrou no banheiro. Tomou um banho demorado sob a supervisão do pai, vestiu seu pijama e tomou a vitamina que sempre tomava na mamadeira antes de dormir. Deitou-se na cama de Edward abraçando-se a Bella já com os olhinhos caídos de sono. Bella lhe acariciava as bochechas gordinhas e rosadas enquanto velava o sono tranqüilo do menino. Apertou-o ainda mais em seus braços ao se lembrar do incidente daquela tarde. Agradeceu a Deus em uma prece silenciosa por ter protegido o seu pequeno tesouro e por ter colocado aquele homem em seu caminho mais uma vez. Sentindo o próprio sono chegar, depositou um beijo suave na fronte de Brian e fechou os olhos sorrindo ao sentir o cheirinho gostoso da colônia infantil de seu anjinho.
Edward abriu a porta passando silenciosamente pelo quarto e indo diretamente para o chuveiro. Deixou que a água quente lhe caísse nos ombros tirando a tensão e o cansaço do dia. Enxugou-se com uma toalha macia, vestindo apenas a calça do pijama. Não tinha conseguido encontrar a camisa. Entrou no quarto, sentando-se na cama e sorriu observando o semblante tranqüilo de seus dois amores ali adormecidos. Seu sorriso se alargou ainda mais ao perceber que Bella vestia apenas a camisa perdida de seu pijama. Lentamente, deitou-se na cama abraçando-se a sua família.
_ Boa noite, meu anjinho! – sussurrou no ouvido do filho dando-lhe um beijo suave na fronte. Brian suspirou profundamente em resposta.
_ Boa noite, meu amor! – sussurrou no ouvido da mulher beijando-lhe os lábios. Bella sorriu lindamente ainda adormecida.
Edward sorriu sentindo-se completo e com os olhos pesados de sono entregou-se à inconsciência seguro de que sua família estava a salvo.

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