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Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
Apesar de ser mestre em Linguística e ter toda a minha vida acadêmica voltada para o ensino de línguas, sempre fui amante da literatura, devoradora de livros, filmes e séries. Sempre tive um sonho: escrever. Durante muito tempo, o medo de fracassar me impediu de realizar esse sonho, mas uma grande amiga me incentivou e me deu a coragem de enfrentar meus fantasmas e graças a ela eu hoje posso dizer que me sinto uma pessoa melhor, mais confiante e absolutamente ciente do meu potencial.

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Capítulo 05 - Fantasma

Narrado por Edward

            Se alguém me dissesse, há cinco anos, que eu poderia sentir um medo e uma dor maiores do que senti quando perdi a mulher da minha vida, eu não teria acreditado. Dirigia feito um louco de volta ao hospital. Pensava somente em chegar o mais rápido possível e ver meu filho. A voz aflita de Esme ao telefone dizendo que Brian estava hospitalizado tinha feito o chão desaparecer sob meus pés.  Meu coração palpitava, o suor escorria pelo meu rosto, eu estava assustado. Naquele momento o tempo parou para mim. Quanto mais eu corria mais eu tinha a impressão de que nunca chegaria lá. O hospital nunca me pareceu tão distante.
            Nem sei como parei o carro na minha vaga do estacionamento. Nem sei se parei o carro na minha vaga do estacionamento. Não me importava com mais nada, tudo o que me interessava naquele instante era que meu filho estivesse bem, vivo. Corri angustiado pelos corredores até o quarto em que Brian estava. Meu coração continuava acelerado quando entrei. Ele já havia sido operado e ainda dormia sob o efeito da anestesia. Acariciei levemente sua testa afastando-lhe os cabelinhos castanhos avermelhados como os da mãe. Segurei sua frágil mãozinha, sentando-me na poltrona ao lado de seu leito e fiquei algum tempo velando seu sono. Sentia-me exausto. Recostei-me na poltrona fechando os olhos e em uma prece silenciosa agradeci a Deus por meu menino estar vivo. Senti a presença de alguém no quarto e ao abrir meus olhos deparei-me com Ângela saindo silenciosamente. Meu Deus! Como eu devia àquela mulher por correr com meu anjinho para o hospital. Não conseguia nem pensar no que poderia ter acontecido se ela tivesse esperado por mim.
            Ângela era uma moça simples e modesta. Durante nossa curta conversa no quarto, ela me disse que quem merecia os créditos por ter salvado a vida de Brian era a Dra. MacCalister. Era curioso como duas pessoas que trabalhavam em um mesmo setor ainda não tivessem se conhecido. Eu tinha começado a trabalhar havia quatro dias e ainda não a tinha visto. Mas eu precisava agradecer. Aproveitei a presença de Ângela no quarto para falar com a Dra. MacCalister.
            Eu andava pelos corredores perguntando por ela, mas ninguém a tinha visto. Já estava começando a me perguntar se essa mulher era real. O hospital não era assim tão grande para que ela desaparecesse daquela forma. Foi Rosalie quem me disse que ela estava no berçário examinando um paciente. Corri para lá, antes que ela se evaporasse de novo, parando diante da parede de vidro que separava o berçário do corredor.
            Eu via uma mulher que se curvava sobre o berço para depositar ali um bebê recém-nascido. Seus cabelos longos caiam à frente de seus ombros tampando-me a visão de seu rosto. Ela acariciava com ternura o rostinho do bebê enquanto eu permanecia em silêncio observando o carinho com que ela o tratava. Sentindo-se observada, ela ergueu o olhar diretamente para mim e ... sorriu.
            Um turbilhão de emoções tomava conta do meu corpo. Surpresa: minha esposa estava novamente diante de mim. Incredulidade: eu a havia perdido cinco anos antes. Medo: eu poderia estar enlouquecendo. Raiva: por que Deus estava fazendo aquilo comigo? A única palavra que consegui articular depois de segundos a observá-la foi “Isa”.
E, finalmente, dor: não era ela. A ilusão de tê-la novamente comigo se desfez quando cravei meus olhos nos seus. Não eram verdes, e sim, castanhos como chocolate. Eu não conseguia me mexer, nem falar e nem chorar. A cena que se desenrolava diante de mim era muito mais do que eu podia compreender. Ela ainda sorria quando senti a presença de alguém perto de mim. A voz angustiada de Alice me tirou do meu transe:
_ Edward?
_ Alice ... por favor ... olhe para dentro do berçário e ... me diga que ... não há ninguém ali. – implorei sentindo-me sufocado. – Me diga que eu estou louco, minha irmã.
Alice me envolveu pela cintura enquanto Emmett nos abraçava apertado. Fechei os olhos com força na tentativa de dissipar aquela imagem e recobrar a razão e quando voltei a abri-los não havia ninguém ali. Minhas pernas perderam as forças e meus joelhos tocaram o chão. As lágrimas já transbordavam em meus olhos. Eu havia enlouquecido. A saudade que eu sentia havia me tirado a sanidade.
_ Venha conosco, Edward. Eu e Alice precisamos conversar com você. – Emmett dizia baixinho em meu ouvido. – Vamos para a minha sala. As pessoas já estão nos olhando.
Só então percebi um número crescente de funcionários que nos olhavam assustados e confusos. Não sei de onde tirei forças para me levantar do chão frio do hospital e caminhar até a sala da diretoria. Não sei como cheguei até lá. Estava confuso, perdido e, acima de tudo, com medo. Se eu estivesse realmente louco, o fantasma de Isa me perseguiria em todas as horas do dia, em todos os lugares daquela cidade.

Narrado por Bella

Eu estava feliz como havia muito tempo não acontecia. Meu dia tinha começado bem: havia sonhado que minha irmã não me olhava mais com ódio, o pequeno Allan já não estava mais em estado grave, Brian estava a salvo e Claire, apesar de ser prematura, ficava mais forte a cada dia. Ela havia adormecido em meus braços depois do exame de rotina. Era tão pequena e frágil que me dava vontade de segurá-la e protegê-la o tempo todo, mas eu não podia ficar ali. Tinha outros pacientes para visitar. Contra a minha vontade, tive que devolvê-la para o bercinho forrado com uma delicada manta rosa, presente das enfermeiras do hospital que, assim como eu, estavam completamente apaixonadas por ela. Ainda acariciava seu lindo rostinho quando tive a sensação de que alguém me olhava. Ergui o olhar e o vi através da parede de vidro. Alto, pele clara, porte físico perfeito, cabelos castanhos levemente acobreados e com os olhos azuis mais profundos e penetrantes que eu já tinha visto olhando diretamente para mim. A visão daquele belo homem me fez estremecer. Corei ao ver seus olhos cravados em mim e sorri timidamente. Mas ele não correspondeu. Apenas me encarava enquanto eu via seu rosto se transformar em uma expressão de dor. Senti-me estranha, queria me aproximar daquele homem. Sentia uma necessidade inexplicável de apagar de seu rosto aquela expressão, mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa Alice e Emmett pararam ao seu lado. Só então eu entendi. A angústia nos olhos de ambos estava me dizendo que aquele homem era Edward e ele tinha descoberto tudo da pior maneira possível.
Meu coração disparou dentro do peito. Meu sangue corria rápido e descontrolado pelo meu corpo e eu não conseguia me mover. Eu precisava sair dali, mas só observava muda ao sofrimento dele. Meu olhar estava preso no seu. Os irmãos o abraçaram e ele fechou os olhos com força me libertando. Corri.  Corri como uma louca, como se minha sobrevivência dependesse disso. Desci as escadas que davam acesso para a pediatria e disparei pelos corredores do hospital. Eu tremia quando trombei em Jake que conversava com Rose na porta da sala de traumatologia. O choque do meu corpo contra o peito de Jake me fez perder o equilíbrio. Ele me amparou em seus braços e, como sempre, brincou:
_ Hey, calma aí, pequena! Eu sei que eu sou irresistível, mas se você continuar se jogando em cima de mim desse jeito as pessoas vão começar a falar! – ele sorria, mas ao olhar em meu rosto sua expressão tornou-se preocupada.
– O que foi, Bella? O que aconteceu com você? – Rose me perguntou com o cenho franzido.
_ Eu preciso sair daqui, Rose. Eu não consigo respirar. – disse quase sem voz.
Jake ainda me abraçava com força e, preocupado, me conduzia até o estacionamento parando ao lado do meu carro. 
_ Bella, você não pode dirigir nesse estado. Por favor, me diga, o que está acontecendo com você? Eu quero ajudar!
_ Eu não posso dizer, Jake. Ainda não. É algo que envolve outras pessoas, entende? Não diz respeito somente a mim.
_ Não, Bella! Eu não entendo, mas não vou insistir. Quando ou se você quiser falar sobre isso, eu estarei aqui.
Ele assumiu a direção do meu carro e me tirou dali. Eu realmente não conseguia respirar direito. Abri o vidro do lado do passageiro, fechando os olhos e deixando que o vento produzido pela velocidade atingisse meu rosto e bagunçasse meus cabelos. O carro imprimia cada vez mais velocidade aumentando a sensação.  Sorri para Jake em agradecimento. Meu amigo me conhecia como ninguém. Levou-me para Marina Beach. Sabia que quando eu me sentia triste ou angustiada gostava de olhar o mar. O movimento e o som das ondas se quebrando na areia da praia sempre me acalmavam.
Caminhamos lado a lado pelas areias úmidas por quase uma hora. Jake permanecia calado e me observava o tempo todo. Sabia que eu não estava pronta para conversar e apenas respeitou o meu silêncio.  De volta ao carro, ele me levou direto para a minha casa ficando comigo até que eu adormecesse. Quando acordei, ele já havia partido, mas eu não estava sozinha. Rose me olhava com ternura, sentada ao meu lado na cama. Ela havia passado a noite velando meu sono. Sabia que eu costumava ter pesadelos quando ficava daquele jeito. Mas eu havia dormido pesadamente a noite toda. Estava certa de que Jake colocara alguma coisa no suco que me obrigara a tomar antes de me deitar.
Rose já sabia de tudo. Emmett havia lhe contado toda a história quando ela foi até sua sala avisá-lo de que Jake tinha me levado para casa. Ao me ver acordada, ela me abraçou com carinho sem nada dizer. Chorei. As lágrimas, até então represadas, explodiram com fúria, molhando meu rosto. Meu coração batia apertado no peito e eu não conseguia expulsar a angústia que se apossava de mim. Não conseguia apagar da minha mente a imagem do olhar sofrido de Edward cravado em mim. Precisava saber como ele estava para tentar aliviar aquela pressão horrível que parecia esmagar meu peito.
Minhas mãos estavam trêmulas e suadas quando toquei a maçaneta da porta do quarto de Brian. Por mais que eu tivesse medo de reencontrar Edward, o menino era meu paciente e eu não podia fugir das minhas obrigações. Respirei fundo e prendi a respiração antes de entrar no quarto. Alívio. Edward não estava lá. Esme me olhava com carinho e pesar. Senti-me constrangida quando ela me abraçou. Engoli o choro que ameaçava voltar. Queria saber noticias dele, mas não tinha coragem de perguntar com medo da resposta. Limitei-me a examinar o menino e saí o mais rápido que pude do quarto. Pude respirar um pouco mais aliviada quando Emmett me disse que Edward não estaria no hospital durante o dia. Poderia andar pelos corredores e trabalhar sem ter medo de esbarrar com ele. No entanto, ainda havia o bendito almoço de confraternização dali a dois dias na casa dele. Eu não queria ir, mas não poderia faltar. Alice insistia que, até lá, as coisas já estariam mais calmas e , embora ainda relutasse, fui obrigada a prometer que iria.
O sábado passou voando e o domingo havia chegado. Não havia conseguido dormir bem durante a noite por causa da expectativa de estarmos, Edward e eu, no mesmo lugar, frente a frente de novo. Tinha medo de sua reação. Não queria ver de novo aquele olhar e aquela expressão em seu rosto ao me ver pela primeira vez. Meu estômago protestava de ansiedade e eu suava frio quando cheguei à casa dos Cullens. A maioria dos convidados já estava lá. Carlisle e Esme me receberam com um sorriso sincero no rosto.  Emmett me esmagou em um abraço de urso e Alice me beijou as bochechas sorrindo. Edward ainda não havia aparecido. Eu me sentia desconfortável por estar em sua casa privando-o de almoçar com a própria família.
Ao nos sentarmos à mesa, Carlisle se desculpou pela ausência do filho dizendo que ele estava no hospital com Brian. É claro que ele não deixaria o menino sozinho no domingo. Mesmo assim eu não conseguia relaxar. Apenas remexia a comida no prato e, calada, tentava em vão prestar atenção na conversa de todos. Meus pensamentos estavam longe dali.
O almoço já havia acabado e todos conversavam descontraidamente em volta da piscina, menos eu. Eu destoava da alegria do ambiente. Precisava sair dali, sentia que aquele não era o meu lugar. Eu era uma intrusa.  Desculpei-me secretamente com Alice e Emmett que compreenderam meus motivos, agradeci a Esme e a Carlisle pela hospitalidade e fugi daquela casa o mais cedo possível. A ausência de Edward, embora bem justificada por Carlisle, significava rejeição para mim e essa era uma sensação que eu nunca mais queria experimentar. Senti-la uma vez, há sete anos, já tinha sido o suficiente para toda uma vida.
Instintivamente dirigi até a Admiral Way parando em frente ao Arnies. Lá estava ele. Meu banco preferido de frente para o mar. Meu companheiro fiel nos momentos de angústia e solidão estava esperando por mim. Sentei-me ali, pensando em minha vida. Meu passado ainda me assombrava: a culpa pela morte dos meus pais e o ódio e a rejeição de minha irmã não me deixavam prosseguir. Meu presente estava totalmente de pernas para o ar: um casamento fracassado, uma separação traumática e ... Edward. Meu futuro era incerto e eu tinha medo do que viria pela frente. Meu coração batia sufocado no meu peito, o nó que se tinha formado em minha garganta não me deixava respirar e as lágrimas traiçoeiras tinham voltado sem a minha permissão.

Narrado por Edward

Minha vida estava novamente virada de ponta a cabeça. Meu filho estava operado em um quarto de hospital, meus irmãos estavam novamente preocupados comigo e eu...não sabia o que fazer...como agir...para onde ir. Sentia uma raiva enorme de Deus por bagunçar minha vida daquele jeito, de novo. Pedi a Emmett para me colocar de plantão em horários nos quais eu não correria o risco de encontrá-la no hospital. Não queria vê-la. Sua presença me incomodava.
Passei o domingo com Brian no hospital. Não deixaria meu filho sozinho, mas eu tinha mais um motivo para não estar em casa: Isabella MacCalister. Não suportaria vê-la sentada à mesa comendo com minha família como se ocupasse o lugar que sempre pertenceu a Isa. Não sabia qual seria a minha reação diante dessa cena.
Brian estava animado. Sairia do hospital na segunda-feira, mas ainda ficaria mais sete dias sem ir à escola. Passou a tarde me contando como as enfermeiras eram carinhosas com ele. Gostava de todas, mas estava totalmente encantado com a “tia Bella”. Contou-me que a tia Bella passava sempre em seu quarto para vê-lo e que sempre lhe dava um beijinho na testa quando chegava e quando saía, assim como eu fazia todos os dias. Lembrei-me da forma carinhosa como ela acariciava aquele bebê no berçário quando a vi pela primeira vez.
_ Ela me chama de anjinho, papai! Assim como você. – dizia Brian com um lindo sorriso no rosto.
Meu coração estava apertado. Ele gostava dela. Era visível a forma como seus olhinhos brilhavam ao falar da tia Bella.  Eu teria que superar meu medo e tentar conviver com ela. Não poderia afastá-la dele, ele já havia perdido a mãe e eu não permitiria que ele sofresse. Cansado de tanto conversar, Brian adormeceu em meus braços e velando o sono do meu anjinho acabei cochilando e sonhando:
Eu caminhava em uma praia deserta e sentia a areia fina entre os dedos dos meus pés descalços. A sensação era maravilhosa. O sol brilhava absoluto em um céu sem nuvens e a água do mar movia-se tranquila em um vai e vem de minúsculas ondas. Fechei os olhos, respirando fundo e enchendo os pulmões com aquele cheirinho gostoso de mar, só os abrindo ao ouvir aquela voz linda da qual eu tanto sentia falta. Isa me olhava com amor e sorria com carinho. Dei dois passos em sua direção, mas ela levantou as mãos espalmadas em minha direção como se me dissesse para não prosseguir. Fiquei confuso. Ela não queria que eu a tocasse? Não sentia a minha falta como eu sentia a dela? Como se lesse meus pensamentos ela disse sorrindo:
_ Eu te amo, muito. Mas você não pode ficar assim, meu amor! Precisa seguir adiante!
_ Eu preciso de você, Isa! – respondi.
_ Não, Edward! Você precisa seguir com a sua vida! Você precisa ser feliz para que o nosso filho seja feliz! – ela respondeu.
_ Sem você? Como eu posso ser feliz sem você? – eu não entendia onde ela queria chegar.
_ Eu estarei sempre com você, meu amor. Mesmo que você não consiga me ver. Mas há algo mais importante que eu tenho para dizer: Ele precisa dela, Edward! Vocês precisam dela! Cuide dela para mim, proteja-a. Ela já sofreu demais!
_ Não estou entendendo, Isa! De quem você está falando? De quem eu tenho que cuidar? Quem eu devo proteger? – perguntei confuso.
_ Com o tempo você vai entender, minha vida! – ela disse serena - Agora eu preciso ir. Meu tempo aqui já acabou.
Tentei impedi-la, mas ela desapareceu me deixando sozinho de novo.
Despertei com a porta do quarto se abrindo. Era minha mãe que chegava para ficar com meu filho para que eu fosse para casa descansar. Despedi-me de Brian ainda adormecido com um beijo na testa, dei um abraço de agradecimento em minha mãe e saí em direção ao estacionamento. Não conseguia deixar de pensar em meu sonho e nas coisas que Isa havia dito. Só percebi para onde eu tinha me levado quando senti o cheiro do mar. Tirei os sapatos, deixando que meus pés entrassem em contato com a areia branca e fina da praia. Caminhei por algum tempo absorto em meus pensamentos sentindo a areia fofa sob meus pés. As palavras de Isa ainda ecoavam em minha mente quando decidi me sentar um pouco. Meu banquinho favorito estava ali a minha espera, mas não estava sozinho. Uma linda jovem de tristes olhos cor de chocolate me observava apreensiva e em silêncio.

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