Quem sou eu

Minha foto
Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
Apesar de ser mestre em Linguística e ter toda a minha vida acadêmica voltada para o ensino de línguas, sempre fui amante da literatura, devoradora de livros, filmes e séries. Sempre tive um sonho: escrever. Durante muito tempo, o medo de fracassar me impediu de realizar esse sonho, mas uma grande amiga me incentivou e me deu a coragem de enfrentar meus fantasmas e graças a ela eu hoje posso dizer que me sinto uma pessoa melhor, mais confiante e absolutamente ciente do meu potencial.

Seguidores

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Capítulo XXVIII - Marido e Mulher



Narrado por Seth


Eu já estava vendo a hora em que aquele tapete iria ficar puído de tantas voltas que eu já tinha dado sobre ele. Minhas pernas não conseguiam ficar paradas. Levavam-me de um lado para o outro em um vai-e-vem ansioso e angustiado. Um suor gelado encharcava as minhas mãos tornando-as escorregadias. Deus do céu! Onde estava Sofia? Eu já estava tão angustiado que começava a ficar com medo de ter um ataque do coração, sei lá! Meu coração batia num ritmo tão louco e irregular que eu tinha medo de não resistir por muito tempo. Era só o que me faltava. Morrer e deixar a minha mulher e o meu filho desamparados. Sacudi a cabeça para espantar os pensamentos negativos. Não era o momento para encher a cabeça com aquelas bobagens. 

Passei a mão sobre a testa somente para confirmar o que eu já sabia. Ela também estava suada. Se eu continuasse nesse ritmo iria acabar desidratado em poucos minutos. A risadinha debochada de Brian logo ao meu lado atraiu a minha atenção. Filho da mãe! Estava se divertindo às minhas custas, indo à forra comigo pelo dia do seu noivado. Agora eu sabia exatamente o que ele tinha sentido até chegar à casa dos avós e poder abraçar a Mel. Era uma sensação aterrorizante. E se algo desse errado? E se Sofia se sentisse mal? Afinal, ela estava grávida e isso podia acontecer, não podia? Saco!!! Eu ia acabar batendo em alguém até poder vê-la. E pelos cochichos e pelas risadinhas sacanas atrás de mim, eu já sabia exatamente quem seria o meu alvo.

Virei a cabeça e dei um olhar mortal para Brian que riu ainda mais da minha cara. Safado! Meu consolo era saber que um dia ele também iria passar por aquilo. Aí eu iria à forra! Ele que me aguardasse. O que era dele já estava muito bem guardado! Olhei mais uma vez, talvez pela milionésima vez, para aquele corredor sem fim. Nada! Ninguém para me dar uma notícia sequer sobre ela. Olhei o relógio apenas para aumentar ainda mais o meu estado de pânico. Dois minutos de atraso, mas mais pareciam dois séculos de espera. Por que as noivas tinham sempre que se atrasar mesmo? Ah, claro! Pra deixar os panacas dos noivos ainda mais desesperados. Se Sofia não aparecesse em trinta segundos eu juro que iria buscá-la. 

Meu maior medo era de que Sofia se sentisse mal. Isso poderia acontecer, não poderia? Afinal, ela estava grávida e noivas ficam nervosas no dia do casamento. Gravidez + nervosismo = mal estar. Deus do céu! Eu estava ficando louco, só pode! Muito bem, Seth, inspira ... expira ... inspira ... expira ... Agora tenta controlar o seu coração antes que você caia duro diante de todo mundo. Pensa em coisas boas, como no amor que você sente por ela e ela sente por você. Pensa no bebê que em poucos meses vai chegar pra completar ainda mais a sua felicidade. Pensa que no final deste dia aquela mulher perfeita e maravilhosa vai ser sua pra sempre... Uma mão em meu ombro me tirou dos meus pensamentos.

_ Parece que a sua agonia finalmente vai acabar, meu amigo! – a voz de Brian soou baixinho por detrás dos meus ombros.

Olhei ansioso para o fim do corredor e minha respiração ficou suspensa pela emoção. Um anjo perfeito, todo vestido de branco, caminhava em minha direção ao som de uma música suave. Meu coração agora disparava em meu peito querendo sair pela minha boca. Aquela visão era perfeita demais, aquele sorriso enorme e encantador iluminava ainda mais a tarde ensolarada. Santo Deus! Eu podia ver o brilho intenso daqueles olhos azuis mesmo daquela distância. A felicidade estampada em seu rosto me trouxe a calma que eu tanto buscara até aquele instante. O corredor era longo, e mesmo que eu estivesse ansioso para tocá-la e para senti-la, a espera valia à pena. Eu jamais seria capaz de esquecer a emoção de vê-la caminhando ao lado do pai em minha direção. Eu só lamentava o fato de sua visão não ter voltado ao normal a tempo para o nosso casamento. Eu queria que ela pudesse ver toda a emoção estampada em meu rosto, toda a felicidade que ameaçava explodir o meu peito naquele exato momento. Mas mesmo que ela não pudesse ver, eu tinha certeza de que ela poderia sentir. 

Edward finalmente a entregou a mim, emocionado, pousando a mão da filha sobre a minha. Meu corpo todo reagiu ao toque daquela pele macia e suave. Só então percebi o quanto eu tremia. Nós dois tremíamos, na verdade. Tive que me controlar para não beijá-la ali mesmo. Os lábios rosados e tentadores estavam ainda mais convidativos. Era uma tortura olhá-los e não poder me fartar neles. Eu me sentia hipnotizado. Tanto que só me dei conta de que não tínhamos nos adiantado até o padre quando Brian riu baixinho ao meu lado.

_ Nem pense em desistir agora, Seth! Se você abandonar a minha irmã no altar eu juro que te castro! – ele disse divertido.

Sofia soltou um risinho nervoso e eu ... bem ... eu fiquei ainda mais encantado com aquele som que saía de seus lábios. Sua mão apertou levemente a minha, me trazendo de volta ao mundo real. Sorri para ela e nos conduzi até o padre. Meus olhos não se desgrudavam do seu rosto nem mesmo por um segundo. Eu não seria capaz. Era simplesmente impossível não olhá-la, não adorá-la. Seria uma heresia. Eu mal ouvia as palavras do padre. Só conseguia ouvir as batidas do meu coração e mergulhar naqueles olhos azuis que, mesmo sem me ver, pareciam enxergar a minha alma. Repetimos os votos tradicionais já ditos por tantos casais apaixonados, mas sabendo que, para nós, eles eram mais do que simples votos, mais do que uma simples formalidade. Eram uma promessa de vida, de uma vida inteira juntos, nos amando, nos respeitando e nos amparando mutuamente ... para sempre.

Finalmente casados. Sofia Cullen agora assinava o meu nome: Sofia Clearwater. A única mulher a quem eu daria o meu nome com orgulho. A única que era capaz de me deixar completamente de quatro com um simples olhar, de me fazer perder o fôlego com apenas um sorriso, de me fazer flutuar com um simples beijo. Os lábios macios e quentes, agora colados aos meus, me deixavam a cada segundo mais sedento. O corpo perfeito e quente se moldando completamente ao meu me fazia querer tomá-la ali mesmo. Controle-se, Seth! - uma voz irritante gritava em minha cabeça. Com muito esforço, afastei os nossos lábios. A sede voltou com força total, me impelindo a tocá-los novamente, mas o olhar marejado de Sofia me prendeu mais uma vez. Suas mãos acariciavam cada parte do meu rosto e aquele sorriso lindo que eu tanto amava aumentava cada vez mais. Eu queria dizer tantas coisas para ela naquele momento, mas o meu cérebro parecia ter mergulhado em um enorme vácuo. Eu não conseguia pensar, só conseguia sentir. Sentir o seu toque, o seu calor e todo o amor que ela transmitia através de suas mãos. Fechei os meus olhos apreciando o carinho.

_ Abra os seus olhos, Seth! Eu já fiquei muito tempo sem vê-los! Não me prive de olhar para eles agora! – a voz rouca de Sofia penetrou os meus ouvidos.

Meu coração disparou enlouquecido em meu peito com o significado daquelas palavras. Abri os olhos e me deparei com o seu rosto iluminado por um enorme sorriso. Seus olhos agora vertiam lágrimas cristalinas, como se lavassem todo o sofrimento que ela tinha passado nos últimos tempos.

_ Você ... – minha voz se perdeu no meio da frase.
Ela simplesmente assentiu enquanto eu a estreitava ainda mais em meus braços.

_ Eu posso ver você, amor! – ela disse com a voz embargada, colando a sua testa na minha.

_ Ah, Deus!!!!! – foi tudo o que eu consegui dizer.

Um choro convulsivo tomou conta de mim. Era algo incontrolável. Uma enorme descarga de adrenalina pela qual eu tinha esperado todo aquele tempo. Afundei o meu rosto em seus cabelos e abracei-me ao corpo delicado de Sofia com tanta força que tive medo de sufocá-la. Meus soluços sacudiam violentamente todo o meu corpo, mas a felicidade que eu sentia me mantinha de pé. Eu podia ouvir a sua voz emocionada repetindo em meu ouvido que me amava, mas simplesmente não conseguia responder. Apenas a apertava em meus braços com medo de estar sonhando, como se de repente eu fosse acordar e perceber que tudo fora uma ilusão. Somente o toque carinhoso das mãos de Sofia em meus cabelos e o perfume que exalava de sua pele me faziam sentir que aquilo tudo era real.

Afastei novamente o meu rosto para beijar cada parte daquela face de anjo. Um anjo que ainda me mataria de tanto amor. Olhei ao redor e vi os olhares emocionados de nossas famílias e de nossos amigos. Só então me dei conta de que ainda estávamos diante do altar e que todos os convidados assistiam àquela cena. Passei o braço em volta da cintura delgada de minha esposa e nos virei de frente para os convidados que nos aplaudiam efusivamente. Todos já tinham percebido o milagre que acabara de acontecer e compartilhavam conosco a alegria de nos ver juntos e felizes. Com orgulho, mostrei ao mundo a pessoa mais importante da minha vida, o meu único amor, aquela com quem eu passaria feliz o resto dos meus dias: a minha mulher.

Narrado por Sofia

A limusine deslizava suavemente pelas ruas, percorrendo o caminho até o salão onde aconteceria a recepção. Ao meu lado, Seth me abraçava com os olhos brilhando de felicidade. Seus lábios acariciavam cada pedacinho do meu rosto, descendo para o meu pescoço, depois para o meu colo. Suas mãos acariciavam o meu ventre, me despertando uma onda de desejo insuportável. 

_ Amor, isso o que você está fazendo é judiação, sabia? – sussurrei com a voz falha de desejo.

_ É só carinho, princesa! – ele respondeu, seu hálito fresco e sua voz rouca causando arrepios em minha pele. – Eu já fiquei muitas horas longe de você. Eu preciso sentir você só um pouquinho, por favor?

Um gemido alto escapou da minha boca quando sua mão quente se infiltrou por baixo do meu vestido, acariciando a minha perna, subindo lenta e torturantemente pela minha coxa, brincando com o elástico da minha calcinha. Meu corpo queimava enlouquecedoramente, o desejo chegando a níveis dolorosos. Minhas mãos voaram para os seus cabelos, puxando o seu rosto para mim e praticamente devorei a sua boca. Eu pouco me importava se o meu vestido ficasse amassado. Tudo o que eu queria, tudo o que eu precisava era sentir o meu marido, tê-lo dentro de mim. Seth pareceu enxergar a angústia em meus olhos. Arrancou a minha calcinha em um único puxão e abafando os meus gemidos com a sua boca começou a acariciar o meu sexo com os dedos. A temperatura do meu corpo subiu instantaneamente. Meus quadris ganharam vida própria, enlouquecendo com o toque intenso e vigoroso dos dedos de Seth dentro de mim. Uma inquietação crescente tomava conta de cada célula do meu corpo ... se intensificando ... me deixando à beira de um abismo. De repente, eu estava em queda livre, sem pára-quedas, sem controle nenhum sobre o meu corpo, o grito que queria escapar da minha garganta morrendo sob os lábios de Seth que, lentamente, começou a diminuir o ritmo do vai-e-vem dos seus dedos em meu interior. Eu mal conseguia respirar, meu corpo ainda convulsionava quando Seth levou seus dedos até a boca, sorvendo o meu gozo, seu rosto expressando o mais profundo prazer ao sentir o meu gosto, o olhar faminto cravado em mim.

Com um sorriso maroto nos lábios, Seth começou a baixar a saia do meu vestido, cobrindo novamente o meu corpo. Aquilo me deixou confusa até que senti a limusine diminuir a velocidade até parar totalmente. Seth pegou a minha calcinha, antes jogada no chão do carro, e a colocou no bolso interno do seu terno. Tentei recuperá-la, mas ele me impediu, segurando os meus braços, levando as minhas mãos até os seus lábios.

_ Eu te quero livre para mim, amor! – ele disse com a voz rouca de desejo – Eu ainda não terminei com você!

Meu coração, antes disparado, agora saltava em meu peito como um cavalo selvagem. O desejo temporariamente saciado agora voltava com força total. A minha vontade era pedir para o motorista que partisse dali e nos levasse ao hotel em que passaríamos a noite antes de viajarmos em lua de mel, mas sabia que o salão já deveria estar cheio com os nossos convidados. Não poderíamos fazer tamanha desfeita simplesmente não aparecendo. Seth me dava um último selinho quando a porta da limusine foi aberta. Ele saiu e imediatamente estendeu a mão para que eu o seguisse. Seus braços imediatamente envolveram o meu corpo assim que eu fiquei de pé ao seu lado. 

Com a mão segurando firmemente a minha cintura, ele me guiou para o salão onde fomos recebidos com aplausos. Um número sem fim de convidados nos abraçou e nos desejou felicidades. Eu podia sentir o desconforto de Seth quando alguns de seus amigos me abraçavam. Embora ele soubesse disfarçar para os outros, o aperto em minha cintura deixava evidente que se ele pudesse me tiraria dali antes que qualquer um deles pudesse se aproximar. Brian havia me contado sobre os comentários inconvenientes que vários deles costumavam fazer quando alguma foto minha saía nas revistas. Eu mesma me sentia desconfortável com a proximidade deles e a última coisa que eu queria era que Seth se desentendesse com algum deles por minha causa, estragando o nosso dia.

Finalmente havíamos cumprimentado todos os convidados. Estávamos agora sentados em uma mesa junto às nossas famílias. Alguns casais dançavam ao som de uma música romântica quando Seth me tomou pela mão e me levou ao centro da pista de dança. Seus braços envolveram a minha cintura com firmeza, colando os nossos corpos, me fazendo sentir a sua excitação contra o meu ventre. Meu Pai do céu! Ele queria me matar, eu tinha certeza disso! Como se não bastasse me incendiar dentro do carro sem me deixar senti-lo por inteiro, agora me provocava daquela forma em frente a todo mundo? O que ele queria afinal? Me enlouquecer? 

Meus hormônios de grávida estavam me fazendo agir como uma louca, uma ninfomaníaca. Meu sexo latejava insuportavelmente, louco para senti-lo me preencher. Seth enterrou o rosto em meus cabelos e riu baixinho quando não consegui conter um gemido. Suas mãos apertaram fortemente a minha cintura enquanto ele mordia o lóbulo da minha orelha causando arrepios por todo o meu corpo. Ele podia sentir o meu corpo trêmulo enquanto dançávamos no ritmo lento da música. Ao perceber a pista cheia de casais, Seth me levou pela mão a uma sala anexa ao salão, trancando a porta assim que passamos por ela. Mal tive tempo de pensar ou reagir. Seus lábios devoravam os meus enquanto, com o corpo totalmente colado ao meu, ele me fazia andar de costas até sentir meu corpo sendo colocado gentilmente sobre uma superfície macia. Mais uma vez eu pude sentir as mãos de Seth subindo por minhas pernas, erguendo cuidadosamente o meu vestido até a altura da minha cintura, deixando o meu sexo totalmente descoberto, inteiramente à sua mercê. Eu já havia perdido a capacidade de pensar. Meu corpo inteiro era só sensações, ansiando pelo momento em que ele estaria dentro de mim. Mas, ao contrário das minhas expectativas, Seth abaixou-se entre as minhas pernas e mergulhou a boca faminta em meu sexo, fazendo-me gritar de susto e de prazer. Descontrolada, tentei fechar as pernas, mas as mãos firmes de Seth me impediram, abrindo-as novamente, enquanto ele continuava com aquela tortura deliciosa. Meu corpo estava totalmente fora de controle, convulsionando cada vez mais forte até me levar ao orgasmo mais intenso que eu já havia experimentado. Porém, ao invés de me satisfazer, aquilo só serviu para me deixar ainda mais faminta, louca para senti-lo. Com um autocontrole desesperador, Seth novamente ajeitou o meu vestido e me puxou para o seu abraço enquanto eu tentava fracassadamente retomar o ritmo normal da minha respiração. Uma de suas mãos acariciava gentilmente a pele das minhas costas exposta pelo decote do vestido e a outra acariciava os meus cabelos enquanto Seth beijava docemente cada pedacinho do meu rosto antes de beijar os meus lábios de forma lenta e suave.

Aos poucos, ele começou a se afastar de mim, tomando novamente a minha mão e me levando em direção à porta que nos levaria novamente ao salão. Eu não conseguia compreender a sua atitude. Por que ele se recusava a fazer amor comigo? Parei subitamente, puxando-o pela mão antes que saíssemos da sala. Ele me olhou e pareceu ler a interrogação estampada em meu rosto.

_ Você chegou três minutos atrasada na igreja, mocinha! Me fez esperar angustiado por você durante toda uma eternidade e agora está recebendo o seu castigo! – ele disse simplesmente me deixando de queixo caído – Você já me pagou por dois minutos. A sua dívida comigo está quase saldada.

Eu o encarava ainda de boca aberta sem conseguir dizer uma palavra sequer. Eu não podia acreditar no que ele acabara de me dizer. Eu o tinha feito esperar por três minutos além do horário e agora ele me fazia esperar em agonia para senti-lo dentro de mim. Seth me tomou pela mão novamente, me levando de volta ao salão e retomou a nossa dança como se jamais tivéssemos deixado a pista. Encostei a cabeça em seu peito ainda sem conseguir acreditar no que ele estava fazendo comigo. Eu podia sentir todos os músculos do meu corpo tensos, duros como rocha, rígidos ao ponto de doer por causa do desejo insatisfeito. A angústia pela espera já havia atingido um nível insuportável e o pior é que eu sabia que Seth levaria o castigo até o fim antes de me dar o que eu tanto desejava: seu corpo dentro do meu.