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Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
Apesar de ser mestre em Linguística e ter toda a minha vida acadêmica voltada para o ensino de línguas, sempre fui amante da literatura, devoradora de livros, filmes e séries. Sempre tive um sonho: escrever. Durante muito tempo, o medo de fracassar me impediu de realizar esse sonho, mas uma grande amiga me incentivou e me deu a coragem de enfrentar meus fantasmas e graças a ela eu hoje posso dizer que me sinto uma pessoa melhor, mais confiante e absolutamente ciente do meu potencial.

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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Capítulo XIII – Para sempre




Narrado por Seth

         Brian e Mel estavam tão concentrados um no outro que nem perceberam quando Sofia e eu nos despedimos avisando que iríamos voltar para o bangalô. No caminho de volta, Sofia me avisou que precisaríamos passar no bangalô onde eles estavam hospedados para fazer um favor à prima. No começo achei estranho, mas entendi do que se tratava assim que passamos pela porta. O quarto estava todo perfumado e arrumado para uma noite que com certeza seria muito especial. Sofia verificava cada detalhe com extremo carinho e atenção, garantindo que tudo estivesse perfeito. Encostado em uma parede, eu a observava e me deslumbrava com o sorriso meigo que enfeitava o seu rosto. Meu coração sempre acelerava no peito ao vê-la daquele jeito. Era impossível não amá-la cada vez mais.
Sofia era uma mulher forte, independente e perigosamente sedutora.  Para quem a visse pela primeira vez, era simplesmente impossível acreditar que ela tinha apenas 19 anos. Ela exalava maturidade por cada poro de sua pele. Tinha uma cabeça incrivelmente aberta e parecia preparada para qualquer situação que a vida lhe impusesse. Isso, às vezes, me intimidava, porque ela muitas vezes mostrava uma segurança que, mesmo aos 26 anos de idade, eu não tinha. Talvez isso fosse resultado do seu trabalho como modelo fotográfico, uma profissão que, eu tinha que confessar, me incomodava um pouco. É claro que eu a apoiava, mas morria de ciúmes dos comentários que surgiam sempre que ela aparecia em uma revista. Não era fácil ouvir certas coisas e ter que me controlar. Brian muitas vezes precisou me tirar dos lugares antes que eu avançasse no pescoço de alguém.  Mas, apesar do meu ciúme, nosso relacionamento estava a cada dia mais sólido e eu não tinha dúvidas de que a queria para toda a vida.
_ Seth? Amor? – a voz doce e suave de Sofia me tirou dos meus pensamentos.
_ Oi, amor! – eu respondi ainda meio fora do ar.
_ Estava voando aí? – ela riu – Estou lhe chamando há um tempão e você parecia não me ouvir!
Quando finalmente voltei à realidade, Sofia estava parada diante de mim e sorria. O toque das mãos macias sobre as minhas me fizeram despertar. Sorri. Era impossível não sorrir diante daquele rosto perfeito e delicado.
_ Já acabou? – perguntei ansioso. Não via a hora de estar com ela em nosso bangalô.
Sofia apenas assentiu e ficou nas pontas dos pés me torturando ao aproximar lentamente os lábios rosados dos meus. Minha ansiedade não me permitia esperar tanto. Acabei com aquela distância angustiante e tomei seus lábios com sede. Meus braços envolveram seu corpo macio e delgado colando-o totalmente a mim. Estremeci ao sentir os bicos intumescidos de seus seios em contato com o meu peito. Mesmo através das roupas era possível senti-los excitados e um calor imenso já se espalhava pelo meu corpo.
_ Vamos embora daqui, amor! – eu disse ofegante lutando para fazer o ar entrar em meus pulmões.
Sofia parecia estar tão ansiosa quanto eu. Apenas pegou a minha mão e me guiou apressada para fora do bangalô. Eu já não conseguia mais ficar longe do seu corpo. Assim que a porta se fechou atrás de nós, eu a abracei por trás descendo meus lábios para o seu pescoço no trajeto para o nosso bangalô. Sofia ofegava me enlouquecendo com a reação do seu corpo ao meu toque. Passamos pela porta do nosso bangalô quase aos tropeços, nos tocando completamente ensandecidos pelo desejo. Nossas roupas se perderam pelo quarto a caminho da cama que parecia estar a milhas de distância de nós. Nossos corpos nus caíram sobre o colchão macio se esfregando em um frenesi interminável, buscando algum alívio para o desejo deliciosamente torturante. Minha boca já tinha abandonado os lábios macios para descer pelo seu pescoço a caminho dos seios perfeitos, quando Sofia me segurou pelos cabelos me impedindo de continuar.
_ Eu não consigo esperar mais, Seth! Eu preciso sentir você agora! – ela pediu com os olhos azuis profundamente escuros.
_ Você vai me sentir, amor! A noite toda, eu prometo! Mas eu preciso muito sentir você em minha boca agora! – falei continuando a descer por seu corpo beijando cada pedacinho até chegar ao seu centro enlouquecedoramente molhado, pronto para mim.
Perdi totalmente a sanidade ao sentir o seu sabor em minha boca. Mergulhei a língua sedenta em seu sexo lambendo, sugando e mordiscando cada vez mais desesperado na medida em que os gemidos de Sofia se tornavam mais altos e descontrolados. Eu ficaria ali pelo resto da minha vida sorvendo o néctar do seu corpo, me alimentando do seu prazer.
_ Seth! – ela gritou meu nome ao atingir o clímax.
Era tarde demais para mim. Totalmente enlouquecido ao ouvir o meu nome saindo de seus lábios, eu a sugava incessantemente entre gemidos até que não restasse uma gota sequer do seu prazer. Fiz o caminho de volta beijando todo o seu corpo até os seus lábios. Sofia me beijou com força, me agarrando firmemente pelos cabelos, roçando seu corpo inquieto contra o meu.
Eu já não conseguia mais esperar. Precisava estar dentro dela ou iria enlouquecer de vez. Posicionei-me em sua entrada e já estava pronto para me sentir abrigado em seu corpo quando ela me surpreendeu me empurrando contra a cama rolando sobre mim.
_ Minha vez! – ela disse simplesmente com um sorriso diabólico nos lábios e começou a descer com beijos e mordidas pelo meu peito, passando por meu abdome e parando em meus quadris em um suspense torturante.
Minha respiração já saía aos arquejos pela expectativa de sentir a boca quente e úmida envolvendo o meu membro. Ela o agarrou com a mão pequena e delicada e, para me torturar, passou a língua por toda a sua extensão sem envolvê-lo completamente com a boca. Meu corpo inteiro se retesou e eu me agarrei com força nos lençóis tentando manter um pouco o controle, mas já sabia que estava condenado ao fracasso.  Ela riu baixinho do meu esforço inútil e eu pude sentir o seu hálito fresco batendo na minha pele fazendo a minha cabeça girar.
_ Amor, isso é tortura! – eu tentei dizer, minha voz falhando vergonhosamente pela insuficiência de ar em meus pulmões.
_ Eu sei! – ela disse simplesmente e, em seguida, passou a ponta da língua enrijecida na abertura por onde escapava um pouco do líquido pré-gozo.
Gritei. Não consegui evitar. Mas a tortura maior ainda estava por vir. Suas mãos acariciavam os meus testículos enquanto ela passava a língua por todo o meu membro sem nunca colocá-lo inteiramente na boca. Meu coração batia tão forte em meu peito que chegava a doer e meus músculos estavam tão tensos que eu tinha a sensação de que eles tinham virado concreto.
Deus do céu! Se ela continuasse com aquela tortura por mais um minuto eu iria ter um enfarto. Aquela língua quente estava me matando e as unhas que arranhavam a parte interna das minhas coxas mandavam descargas elétricas por todo o meu corpo. Se eu sobrevivesse àquela tortura, ela estaria em sérios apuros.
_ Está gostando, amor? – sua voz era pura sedução.
Não consegui responder. Minha voz havia sumido completamente, talvez por que o pouco ar que chegava aos meus pulmões em chamas não fosse o suficiente para que eu falasse. Um gemido quase inaudível conseguiu escapar por minha garganta ressecada em resposta.
_ Espero que isso signifique que sim! – ela disse provocante para finalmente mergulhar meu membro dolorosamente duro em sua boca.
Ali eu me perdi completamente. Todos os meus neurônios entraram em curto circuito e eu me vi incapaz de pensar ou de falar o que quer que fosse. Perdi completamente a capacidade de sentir o resto do meu corpo, como se todo o sangue nele existente tivesse sido bombeado para uma única parte. Uma parte que era deliciosamente torturada pela mulher mais linda e maravilhosa do mundo.
Eu precisava fazer alguma coisa antes que fosse tarde demais, mas seria preciso um esforço sobrehumano para mover meu corpo o mínimo que fosse. Sofia não parava de me torturar, ao contrário, parecia sentir um prazer enorme em me ver completamente fora de controle e aumentava o ritmo a cada segundo quase me impossibilitando de agir.
_ Agora chega! - tirei forças não sei de onde e puxei o seu corpo para cima do meu.
Ela riu gostoso, se sentindo vitoriosa por me deixar naquele estado lastimável. Rolei na cama deixando seu corpo preso sob o meu peso. Minhas mãos prenderam as suas por sobre a sua cabeça e meus joelhos abriram espaço por entre suas pernas deixando-a exposta para mim. Pairei sobre ela com a respiração ainda descompassada, meu membro se encostando em sua entrada úmida. Ela já estava novamente pronta para mim.
_ O que foi, amor? Ficou cansado? – ela perguntou me olhando com um sorriso debochado no rosto.
Atrevida! Eu ia fazê-la se arrepender de ter me provocado. Encarei seu rosto com os olhos semicerrados tentando parecer ameaçador, mas eu sabia que não iria funcionar com ela. Um sorriso sapeca surgiu em seus lábios, me desarmando totalmente.
_ Bandida! Você vai me pagar caro por isso, sabia? – eu a provoquei sem conseguir segurar o riso.
_É mesmo? – ela respondeu vitoriosa – E o que você vai fazer comigo agora?
Ela queria mesmo saber? Eu ia mostrar a ela. Comecei a invadir o seu corpo bem lentamente, deixando só a cabeça do meu membro dentro dela. Sofia fechou os olhos com uma expressão de prazer intenso no rosto. Sem dizer uma palavra sequer saí de seu corpo sorrindo satisfeito ao ouvi-la resmungar, protestando contra o abandono. Repeti o movimento diversas vezes sentindo o seu corpo implorar para que eu fosse até o fim, mas, se dependesse de mim, eu iria prolongar aquela tortura até o meu limite máximo. Comecei a intercalar os movimentos com leves roçadas em seu clitóris. Ela se remexia impaciente sob o meu corpo em busca de alívio para a excitação que aumentava mais a cada segundo.
_ Seth, não faz assim! Amor, por favor, eu preciso sentir você! – ela choramingava tentando livrar as mãos para me agarrar.
_ Eu estou cansado, lembra, amor? – respondi cinicamente introduzindo e retirando rapidamente a cabecinha várias vezes.
Sofia mordia os lábios com força e eu já via a hora em que eles começariam a sangrar. Seu corpo ondulava sob o meu denunciando o seu desespero. Estava na hora de lhe dar um pouco de alívio. Eu já tinha judiado bastante dela, seu rosto já denunciava certa aflição com a minha demora. Parei em sua entrada por um segundo observando seu rosto corado. Ela abriu os olhos e me encarou com um olhar derretido de amor. Eu não podia esperar mais. Em um movimento firme, invadi o seu corpo sentindo o clímax se aproximar.


Narrado por Sofia

Deus do céu! O que foi aquilo?
No momento em que ele invadiu o meu corpo em uma única investida eu parei de respirar. Meu corpo todo foi tomado por uma descarga elétrica tão forte que poderia ter parado o meu coração. Eu só conseguia sentir aquela parte do meu corpo, o resto simplesmente tinha deixado de existir. Todas as energias do meu corpo estavam concentradas ali, em sentir aquela invasão tão poderosa. Eu tremia dos pés à cabeça, mesmo antes do clímax. Tinha até medo de pensar no que aconteceria comigo quando ele chegasse.
Seth estava parado, seu membro todo dentro de mim. Ele também tremia, o ar saía com força por sua boca. Ele parecia ter a mesma dificuldade que eu tinha de encontrar um pouco de ar. Sua boca quente tomou a minha em um beijo quase selvagem. Estávamos queimando em um fogo invisível. Nossos corpos começaram a se mover buscando aquele atrito enlouquecedor. O barulho dos nossos quadris se chocando com força se misturava aos nossos gemidos cada vez mais altos. Minhas mãos, agora livres, passeavam pelo corpo de Seth, apertando, arranhando, puxando-o na tentativa de fazê-lo entrar ainda mais fundo em mim.
O calor já estava insuportável, o fogo se locomovendo pelos nossos corpos para se concentrar em um só lugar. Os movimentos de Seth se tornavam mais rápidos e vigorosos na medida em que o clímax se aproximava. Nossos gemidos se transformaram em gritos quando atingimos finalmente o ápice.  O corpo de Seth desabou suado e trêmulo sobre o meu. Ainda era difícil respirar. Parecia que nunca recuperaríamos o ar ou o ritmo normal dos batimentos cardíacos ou o controle sobre os músculos do corpo.
Seth descansava o seu corpo sobre o meu, seu rosto enfiado nos meus cabelos. Ainda estávamos conectados e, incrivelmente, mesmo depois de um orgasmo tão intenso eu ainda podia sentir toda a sua potência dentro de mim. Seus braços me apertavam com força, como se ele tivesse medo de que eu fosse fugir a qualquer momento.
Estávamos em silêncio, ainda tentando controlar as nossas respirações. Meus braços envolviam o seu pescoço e uma de minhas mãos acariciava os seus cabelos enquanto os dedos da outra deslizavam aleatoriamente pela pele das suas costas, como pincéis desenhando algum tipo de arte abstrata. Eu podia sentir a sua pele se arrepiando sob o meu toque e simplesmente adorava saber que tinha esse efeito sobre ele.
_ Eu amo você! – sussurrei em seu ouvido depois de um longo tempo em silêncio.
Seth ergueu a cabeça e me encarou, meu sorriso favorito estampado em seu rosto. Um rosto lindo, um rosto de anjo, um rosto de homem. O meu homem. O homem com quem eu esperava passar o resto dos meus dias, quem eu queria que envelhecesse ao meu lado, que estivesse comigo em um futuro distante esperando nossos filhos nos visitarem nos domingos junto com nossos netos.
_ Eu amo você! – ele me respondeu com a voz rouca.
Seus olhos, de um castanho profundo, brilhavam de uma forma diferente. Uma forma que eu jamais tinha visto antes. Ele me olhava de uma forma intensa, como se pudesse ver a minha alma, como se pudesse ler os meus pensamentos. Seus dedos desenhavam suavemente cada traço do meu rosto. Fechei os olhos sem conseguir deixar de sorrir, desfrutando do carinho que ele me fazia.
_ Eu amo você! – ele repetiu antes de tocar os meus lábios suavemente com os seus.
Um beijo suave, cheio de carinho, cheio de ternura, cheio de promessas. Os lábios macios tocavam os meus sem pressa. Apenas curtiam o momento e a sensação maravilhosa que era estarem unidos em um beijo entre duas pessoas que se amam intensamente. Sua língua quente e molhada tocou os meus lábios, arrancando-me um suspiro, para em seguida possuir a minha boca, reconhecendo-lhe cada canto até acariciar a minha língua com doçura.
As sensações que ele me fazia sentir eram indescritíveis. Suas mãos voltaram a acariciar o meu corpo, tocando os meus seios, descendo por minha cintura até chegar em meus quadris antes de apertar uma de minhas coxas, trazendo minha perna até os seus quadris enganchando-a ali. Estremeci. Eu já sabia onde aquilo nos levaria e ansiava loucamente por sentir tudo aquilo de novo. Seth rolou na cama, puxando-me sobre ele, sem deixar o seu corpo abandonar o meu. A loucura iria recomeçar. A única diferença era que desta vez quem ditaria o ritmo seria eu. E, se dependesse de mim, o ritmo seria frenético, arrebatador, enlouquecedor. No que dependesse de mim, Seth cumpriria a sua promessa de me fazer senti-lo a noite inteira. Para sempre.


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