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Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
Apesar de ser mestre em Linguística e ter toda a minha vida acadêmica voltada para o ensino de línguas, sempre fui amante da literatura, devoradora de livros, filmes e séries. Sempre tive um sonho: escrever. Durante muito tempo, o medo de fracassar me impediu de realizar esse sonho, mas uma grande amiga me incentivou e me deu a coragem de enfrentar meus fantasmas e graças a ela eu hoje posso dizer que me sinto uma pessoa melhor, mais confiante e absolutamente ciente do meu potencial.

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Capítulo XI - Desejo

Capítulo XI – Desejo

Narrado por Brian

Apesar de o tempo parecer ter se arrastado nessas últimas semanas, o dia da nossa viagem finalmente tinha chegado. Mel não se cabia em si de tanta felicidade. Eu podia ver pelo brilho em seus olhos e pelo sorriso que não saía de seus lábios que ela tinha esperado por esse momento com ansiedade. Tínhamos saído de casa havia uma hora e a estrada se abria à nossa frente. O clima frio e úmido do estado de Washington já tinha sido deixado para trás e a temperatura amena do estado de Oregon nos recebia de braços abertos.
O tráfego estava tranquilo o que tornava a viagem ainda mais agradável.  O carro deslizava rapidamente pela estrada encravada nas montanhas banhadas pela água do mar. A visão do mar jogando suas ondas contra as rochas abaixo de nós nos deixava deslumbrados. O céu límpido e azul como os olhos da minha menina lançava sua cor na água do mar e parecia nos dar as boas vindas. De olhos fechados e com um sorriso lindo nos lábios, Mel desfrutava do sol ameno que corava sua pele branquinha e da brisa suave que despenteava seus cabelos ao entrar pela janela aberta do carro. No banco de trás, Sofia repousava a cabeça no peito de Seth que a abraçava e acariciava seus cabelos. Uma música suave tocava no carro enquanto desfrutávamos da sensação de total liberdade.
Por volta das 11h30min, decidimos parar em Depoe Bay e procurar um lugar para almoçar. Mel ainda estava sob observação constante embora sua anemia já estivesse curada. Almoçamos uma deliciosa comida italiana acompanhada de vinho tinto no Restaurante Riviera. No meio da North Highway, o lugar parecia ter saído de um daqueles filmes antigos de romance em preto e branco. O proprietário, o Sr. Di Blasi, fazia questão de passar de mesa em mesa cumprimentando os clientes e se certificando de que estavam bem servidos.  Mel adorou a palha italiana que pedimos para a sobremesa. Decidimos pedir mais algumas para comermos durante a viagem.
Retomamos a estrada sempre nos maravilhando com a paisagem costeira que nos presenteava com uma vista perfeita. Ao final da tarde chegamos a Port Orford e aproveitamos a luz do sol para conhecer o Coast Guard Museum, um museu a beira mar mantido pela guarda costeira para a conscientização da população sobre a preservação da fauna e da flora da região.
_ É lindo aqui, bebê! – a voz doce de Mel me tirou dos meus pensamentos.
_ Não, docinho! Você é linda! Aqui é só bonitinho! – eu respondi estreitando seu corpo ao meu.
Ela me deu aquele sorriso que sempre me tirava o fôlego passando seus braços em volta do meu pescoço, suas mãos agarrando meus cabelos e puxando meu rosto para perto do seu. Meu corpo inteiro reagiu quando nossos lábios se tocaram. Estava cada vez mais difícil me controlar quando estávamos assim tão próximos um do outro. O beijo que havia começado de uma forma inocente já se transformava em puro fogo. A sensação de ter o seu corpo delicado totalmente colado ao meu estava acabando com o meu autocontrole. Eu sabia que tinha que parar, mas meu cérebro tinha virado gelatina ao sentir que ela correspondia ao beijo na mesma intensidade. Eu só queria mais, estava totalmente viciado naquele beijo, naquele perfume, naquele calor. Estava totalmente dependente daquela criatura meiga, doce e ao mesmo tempo tão sensual que me apertava contra o seu corpo, me levando à loucura.
_ Brian! – a voz de Seth me trouxe à realidade.
Com muito esforço, separei meus lábios dos dela e me obriguei a olhar para ele. Seth abraçava Sofia por trás e ambos nos olhavam com um sorriso maroto nos lábios. Mel me abraçava, seu rosto certamente corado enterrado em meu peito enquanto eu a envolvia pela cintura e acariciava seus cabelos.
_ Juízo, crianças! – Sofia nos alertou tentando se fazer de séria, mas eu podia perceber o tom de brincadeira por trás da sua voz.
Sorri constrangido, me sentindo como um aluno da 5ª série pego pela professora agarrando a coleguinha de classe no fundo da quadra de esportes. Era incrível como Mel conseguia me transformar em um adolescente com apenas um beijo.
_ Acho melhor nós procurarmos um lugar para passar a noite! – Seth nos lembrou.
_ Você tem razão, Seth! Daqui a pouco vai escurecer e nós precisamos descansar para pegarmos a estrada amanhã bem cedo! – eu dizia enquanto saíamos do museu.
        Encontramos o WildSpring Guest Habitat, um eco-resort com uma localização privilegiada de onde podíamos ver e ouvir o mar até de dentro dos bangalôs. Jantamos no restaurante do resort e nos despedimos por volta das 22:00h. Precisávamos descansar, embora eu não acreditasse que conseguiria simplesmente relaxar e dormir com Mel deitada ao meu lado na cama. Depois do beijo intenso que trocamos durante a tarde, meu sangue ainda corria acelerado por minhas veias e eu tinha medo de perder o controle e magoá-la.  Eu tinha prometido que iria esperar até que ela estivesse pronta para se entregar a mim e eu faria de tudo para cumprir a minha promessa. Eu não queria e nem podia decepcioná-la.
        Ao entrarmos no bangalô, Mel foi direto para o chuveiro. Minha vontade era entrar com ela sob a ducha e amá-la a noite toda, mas eu sabia que precisava me controlar. Minha imaginação não cooperava comigo. Minha mente me pregava peças tentando adivinhar a sensação de ver e tocar o seu corpo nu sob a água quentinha e isso provocava uma reação violenta em todo o meu corpo. Meu desespero se tornou ainda maior quando Mel saiu do banho com o corpo envolto em uma toalha curtinha. O que ela pretendia afinal? Me matar?
Fechei os olhos e engoli em seco tentando apagar da minha memória aquela imagem tentadora. Corri para o chuveiro assim que Mel saiu do banheiro. Eu precisava urgentemente tomar um banho gelado antes que eu fizesse uma besteira enorme. Sob a água fria eu tentava pensar em coisas que pudessem me distrair, mas nem assim eu conseguia apagar aquela imagem da minha cabeça. Nem mesmo o banho frio foi capaz de aliviar o desejo insano que eu sentia naquele momento e a expectativa de dormir com ela na mesma cama com o corpo colado ao meu estava me deixando apreensivo.
Abri a porta do banheiro voltando para o quarto com as pernas bambas. Eu me sentia ridículo. Parecia novamente um adolescente prestes a ter a sua primeira vez com a primeira namoradinha e o pior é que isso nem iria acontecer naquela noite. Mel já estava deitada na cama, tentadora como sempre. Mesmo que seu corpo estivesse debaixo do fino lençol, minha mente masoquista continuava a criar imagens extremamente perturbadoras.
_ Cansada, docinho? – perguntei ao vê-la bocejar como uma criança.
_ Um pouco. Você não vem se deitar, bebê? – ela me perguntou para o meu total desespero.
_ Daqui a pouco, amor! Eu ainda não sinto sono e estou com muito calor! Feche os olhos e descanse! – eu disse me aproximando da cama e dando-lhe um selinho demorado.
Como tinha acontecido mais cedo naquele dia, o beijo rapidamente se tornou intenso e minha pobre sanidade estava prestes a dar o seu último suspiro. Meu corpo todo queimava e eu fazia um esforço hercúleo para me afastar, mas o desejo era mais forte do que eu. Somente a necessidade de ar nos fez parar aquele beijo.
_ Durma, docinho! Amanhã nós vamos pegar a estrada bem cedo! – eu pedi ainda ofegante, minha testa colada na dela, tentando controlar a minha respiração e o meu corpo.
_ Boa noite, bebê! Não fique acordado até tarde! – ela disse me dando um último selinho e fechando os olhos.
Levantei-me rapidamente dali e me sentei no sofá da salinha ao lado de frente para a janela aberta. Não sei quanto tempo permaneci ali, mas quando me deitei ao lado de Mel ela já dormia profundamente. Fiquei deitado a uma distância segura apenas observando o seu semblante tranquilo. Lutei para conter a vontade de tocá-la, mas mesmo dormindo ela pareceu sentir a minha presença e se enroscou em meu corpo, abraçando a minha cintura e repousando sua cabeça em meu peito. Mesmo sabendo que não deveria fazê-lo, envolvi seu corpo em meus braços. Eu já sabia que aquela noite seria longa e torturante para mim e para a minha total perdição, Mel passou sua perna direita por cima dos meus quadris enroscando-a nas minhas pernas. Naquele momento, eu tive uma certeza: eu iria queimar a noite inteira.

Narrado por Melinda

Eu queria ter tido coragem de dizer a ele o quanto eu o queria, mas simplesmente não consegui. Depois daquele beijo no museu, tudo o que eu conseguia era pensar em como seria maravilhoso me sentir envolvida em seus braços, nossos corpos suados na cama se enroscando e provocando um calor intenso e delicioso. Eu estava ardendo de desejo e nem assim conseguia me soltar. Ele também não parecia muito bem. Eu conseguia perceber que algo o incomodava e já imaginava o esforço que ele estaria fazendo para se controlar. Embora eu nunca tivesse me entregado a ninguém, eu não era boba a ponto de não reconhecer os sinais no corpo de um homem. Quando Brian me beijou, me desejando boa noite eu aprofundei o beijo tentando tomar coragem para dizer ou, pelo menos, fazê-lo entender que eu o desejava, mas conhecendo Brian como eu o conhecia, mesmo que o meu sinal fosse claro o suficiente, ele não tomaria uma atitude até que eu dissesse abertamente que eu estava pronta.  Ele não se arriscaria a tomar a iniciativa sem estar absolutamente certo de que o momento tinha chegado. Quando ele se afastou da cama indo para a salinha ao lado, eu tomei uma decisão. No dia seguinte, falaria com Sofia e pediria a sua ajuda. Aquele bangalô era o cenário perfeito para a nossa primeira vez e eu tinha certeza de que ela me ajudaria quando eu lhe dissesse o que eu queria.
Na manhã seguinte, acordei nos braços de Brian. Não pude deixar de sorrir ao senti-los me envolvendo, seu corpo colado ao meu. Abri os olhos e me deparei com o seu rosto sereno. Sua respiração tranquila denunciava que ele ainda dormia profundamente. Levantei-me cuidadosamente para não acordá-lo, tomei um banho rápido e sentei-me na varanda do bangalô discando o número de Sofia.
_ Alô? – a voz sonolenta atendeu no segundo toque.
_ Sofia? Sou eu! Desculpe por tê-la acordado, mas eu preciso muito conversar com você a sós. – eu disse baixinho para que Brian não acordasse ouvindo a minha voz.
_ Aconteceu alguma coisa, Mel? Você está se sentindo mal? Onde está meu irmão? – as perguntas saíram atropeladas, sua voz denunciando ansiedade.
_ Está tudo bem, Sofia! Eu estou bem, não se preocupe! É que ... eu preciso da sua ajuda para fazer uma coisa, mas eu gostaria que fosse segredo. – eu disse atiçando a sua curiosidade. – Será que você poderia sair comigo antes que os meninos acordassem? É importante! – insisti.
Em menos de 15 minutos, Sofia estava diante de mim pronta para sairmos. Tomamos o café da manhã no restaurante do resort e saímos para dar uma volta. Expliquei a ela tudo o que estava acontecendo e ela prometeu me ajudar. De início, teríamos que convencer os meninos para que ficássemos mais alguns dias no resort. Eu, particularmente, nem fazia mais questão de chegar à Califórnia. Se Brian aceitasse, eu ficaria ali com ele para sempre.
Sofia e eu aproveitamos o momento de privacidade para comprarmos alguns lingeries. Ela me fez experimentar dezenas deles até ficar satisfeita. Segundo ela, Brian iria surtar ao ver-me vestida daquele jeito. Senti meu corpo se arrepiar ao imaginar sua reação. Eu mal podia esperar para me entregar a ele. Por volta das 10h da manhã, voltamos para o resort e encontramos Seth e Brian preocupados com o nosso sumiço. Na pressa de sairmos, tínhamos nos esquecido de deixar um recado.
_ Nunca mais desapareça desse jeito, docinho! – Brian dizia fortemente abraçado a mim – Eu quase morri de preocupação pensando que você tivesse se sentido mal!
Não pude evitar a culpa. Ele tinha ficado realmente preocupado. Era visível em seu rosto.
_ Me perdoa, bebê! Eu não fiz de propósito! – eu o abracei tentando acalmá-lo.
_ Eu sei disso, docinho! Mas eu fiquei apavorado quando não a encontrei em lugar algum! Por favor, só não faça mais isso, está bem? – ele pediu compreensivo.
Assenti e dei um selinho demorado em seus lábios. Brian me apertou ainda mais em seus braços, sua mão acariciando meus cabelos. Sofia e eu trocamos um olhar cúmplice. Era a hora de colocarmos nosso plano em ação e falarmos da nossa intenção de ficar mais uns dias no resort. Como esperávamos, não foi difícil convencê-los. O lugar era realmente convidativo e encantador. Decidimos dar uma volta até a hora do almoço. Conhecemos o Cape Blanco State Park com suas enormes casas antigas e almoçamos no restaurante instalado ao lado do antigo farol desativado. À tarde, fizemos um passeio guiado até o Battle Rock Wayfinding Point, onde pudemos observar dezenas de enormes baleias cinzentas nadando tranquilamente no litoral.
Ao final da tarde, voltamos para o resort. Sofia fez com que Brian fosse se trocar em seu bangalô para que ela pudesse me ajudar a me arrumar. Havíamos combinado de ir a uma boate, Sofia tinha inventado que estava morta de vontade de dançar e como Seth fazia todas as suas vontades, não foi difícil convencê-lo a irmos.
_ Não se preocupe com nada, Mel! Quando vocês voltarem para o bangalô, tudo estará arrumado à espera de vocês. – ela dizia enquanto arrumava o meu cabelo.
_ Obrigada, Sofia! Eu não sei se conseguiria fazer isso sem a sua ajuda! – eu respondi com sinceridade.
_ Não fique nervosa! Apenas seja você mesma e deixe as coisas acontecerem naturalmente! – ela tentava me acalmar.
_ Na verdade, eu não consigo deixar de me sentir nervosa. Eu tenho medo de não saber o que fazer quando a hora chegar! – confessei constrangida.
Sofia sentou-se ao meu lado na cama e me encarou com um olhar terno e um sorriso nos lábios que me dizia que ela sabia exatamente como eu me sentia.
_ Siga os seus instintos, Mel! Não tem como errar se você fizer o que o seu corpo pedir! – ela disse me acalmando.
Assenti simplesmente. Ela estava certa. Se eu seguisse os sinais do meu corpo, não teria como errar. Terminamos de nos arrumar e nos encontramos com Brian e Seth no bangalô em que ele e Sofia estavam hospedados. Sorri satisfeita ao ver os olhos de Brian se arregalarem assim que ele me viu.
_ Perfeita! – ele disse envolvendo a minha cintura.
_ Obrigada, bebê! Você também está lindo! – eu respondi envolvendo meus braços em seu pescoço.
Brian colou sua testa na minha e ficamos nos olhando por um breve momento até que ele me deu um selinho demorado. Eu podia sentir que ele estava tentando se controlar, mas estava decidida a acabar com aquele autocontrole naquela noite. Eu não conseguia mais ficar tão perto dele sem sentir o meu corpo queimar de desejo.
A boate, apesar de imensa, estava lotada quando chegamos. Várias pessoas já se amontoavam na pista de dança, empolgadas com a música que tocava alto. Brian e Seth foram direto ao bar pegar alguma coisa para bebermos. Sofia e eu nos sentamos à espera deles em uma mesa mais afastada. Alguns rapazes nos observavam com olhares cobiçosos e eu torcia para que Brian e Seth não percebessem. Animada, Sofia me arrastou para a pista de dança antes mesmo que Brian e Seth voltassem com as bebidas. A música vibrante nos instigava a dançar. Era simplesmente impossível ficar parada. Em pouco tempo eu tinha vencido a timidez inicial causada pelos olhares em cima de nós e já me soltava na pista. Uma desagradável sensação de déjà vu me pegou de surpresa quando senti minha cintura ser envolvida por alguém. Assustada, tentei me desvencilhar daqueles braços que me seguravam com força, mas me acalmei assim que ouvi aquela voz:
_ Sou eu, docinho! Fique tranquila! – Brian dizia com a voz rouca em meu ouvido.
Virei-me de frente para ele envolvendo seu pescoço com o coração ainda acelerado no peito.
_ Você me assustou, bebê! – eu disse me agarrando a ele.
_ Você achou que eu fosse deixá-la tão tentadora assim sozinha nesta pista? – ele sussurrou em meu ouvido me fazendo estremecer.
_ Eu não sou tão tentadora assim, bebê! – respondi acanhada pegando o copo que ele me oferecia.
Brian me olhava com as sobrancelhas levantadas em desafio e um sorriso torto nos lábios. Seus braços me apertaram ainda mais contra o seu corpo e eu pude sentir sua excitação contra os meus quadris.
_ Se você não acredita em mim, basta olhar quantos homens estão olhando para você neste exato momento, docinho! – ele disse mordiscando meu pescoço.
Olhei em volta e percebi que vários homens nos encaravam. Constrangida, afundei o rosto em seu peito sentindo minhas bochechas queimarem. Brian riu divertido me virando de costas e me abraçando por trás. Nossos corpos colados começaram a se mover no ritmo da música envolvente e sensual. As mãos de Brian apertavam a minha cintura com força grudando os nossos quadris. Tomei um gole grande do drink de morango que ele havia me dado para afastar de vez a minha timidez. Ergui meus braços levando minhas mãos até a sua nuca. Meus dedos automaticamente se agarraram em seus cabelos e meu corpo estremeceu ao sentir os seus lábios tocando levemente a pele do meu pescoço.
_ Eu amo você, docinho! – ele disse com a voz rouca em meu ouvido.
Virei-me de frente para ele, minhas mãos segurando o seu rosto. Brian voltou a colar nossos corpos como se para ele fosse tão doloroso ficarmos separados quanto era para mim.
_ Eu amo você, bebê! – minha voz saiu trêmula de desejo.
Não pude mais esperar. Beijei os seus lábios com força, deixando transparecer todo o meu desejo, todo o meu desespero para me entregar a ele. Brian correspondeu à altura, seus braços me apertando contra o seu corpo quase a ponto de me sufocar. Eu sentia que aquela noite seria a nossa primeira vez. Eu sabia que aquele momento ficaria marcado em minha memória como a melhor noite da minha vida.

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